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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

Blog

Desde a década de 80, quando os negócios do asfalto explodiram, que os comboios portugueses tinham o destino traçado, tirando quatro ou cinco linhas essenciais.

Francisco José Viegas 4 de Janeiro de 2013 às 01:00

Não acontece assim noutros lugares – nem nas viagens do escritor Paul Theroux, que deu várias voltas ao mundo de comboio, por todos os continentes.

Em abril de 2009 assisti a um encontro memorável, o do americano Theroux com o angolano Luandino Vieira; Theroux queria alguém que lhe desse indicações sobre como viajar em África nos lugares onde não havia comboio. Luandino, por vários motivos, estava à mão; numa toalha de restaurante traçou estradas sobre o mapa de África, depois apenas no de Angola, e foi dizendo: "Vai por aqui, não vás por aqui, dorme nesta pensão, come naquele restaurante."

O livro sai em maio, em Inglaterra e nos EUA: ‘The Last Train to Zona Verde’. É o relato de como atravessar o fim do mundo e querer voltar.

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