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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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Como de costume, havia muitas reuniões a essa hora no planeta da Feira de Frankfurt, onde estou por estes dias; mas ouviu-se um clamor à uma da tarde de ontem (meio-dia em Portugal).

Francisco José Viegas 11 de Outubro de 2013 às 04:02

A maior feira do livro do mundo não festejou com grande entusiasmo o nome de Alice Munro – mas também não o fez de outras vezes, quando os autores distinguidos com o Nobel vinham, digamos, das margens da literatura consagrada. Aconteceu assim com Claude Simon, com Wole Soyinka, com Brodsky, com Derek Walcott, com Gao Xingjian ou Mo Yan – autores que, até aí, não tinham garantido nenhum lugar entre os best-sellers.

Acho, aliás, que nunca foram. Alice Munro está nesse número dos "autores silenciosos" e discretos, mas é pouco dizer-se que a canadiana é "mestre na arte da novela". A literatura ultrapassa sempre a sua própria condição – e é preciso falar da melancolia, do amor, da ironia e da desilusão em Munro.

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Se não leu ‘Dentes Brancos’, sua grande revelação – leia quanto antes. Mas, por enquanto, pode preparar-se para o novo livro de Zadie Smith, ‘NW’ (Dom Quixote), uma espécie de roteiro de Londres, um livro de geração, imperdível.

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