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Correio da Manhã

Opinião
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Francisco José Viegas

Blog

A Feira do Livro de Lisboa abriu as portas e, como se esperava, choveu. É meio caminho para confirmar a sua existência, porque chove todos os anos. Que haja barraquinhas ou pavilhões, a feira está ali – e deve permanecer.

Francisco José Viegas 26 de Maio de 2008 às 00:30

É festa, como sempre. Subir e descer o parque é um ritual importante; respirar entre as árvores faz bem às coronárias e favorece os encontros, entre as prateleiras de livros. Prefiro os livros velhos, aqueles quase esgotados, vendidos por dois ou três euros. Há uma magia qualquer nos livros ao ar livre, folheados ou vistoriados por almas que durante um ano aguardam aquele dia – o dia da Feira.

Gosto das pessoas que fazem listas e recolhem catálogos, organizando a sua biblioteca particular, onde há sempre espaço para mais um livro. Isso é a feira – as pessoas, o ar satisfeito ou inquieto de quem se perde por um livro. O resto não me interessa nem me interessou muito.

- A Angelus Novus lança ‘Regras para o Parque Humano’, de Peter Sloterdijk: uma interrogação ao humanismo e à utopia da leitura. Um livro muito polémico na Alemanha, por supostas marcas do ‘léxico nazi’. Por isso mesmo, convém lê-lo. Sem inocência.

FRASES

- 'Há razão para todos os medos. Os pais sofrem.' João Vaz, ontem no CM

- 'Quando pego num jornal não é para ler notícias, é para ler pessoas.' Meg, no blogue Serendipity3

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