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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Inércia imparável

Os problemas e os erros que castigam os portugueses continuam a ser os mesmos de ontem (em tempo político, o anterior governo) e até de anteontem. A acção colectiva devia produzir melhor do que a soma de inteligência dos contributos, como se viu na selecção de futebol espanhola no Euro ou se pode ouvir numa orquestra bem dirigida, mas o que se constata é o contrário.<br/><br/>

João Vaz 8 de Julho de 2012 às 01:00

A inércia imparável que resiste à mudança põe até pessoas conhecedoras e inteligentes a provocar catástrofes económicas. Imagina-se como os novos ‘Bau-baus’ e respectivas ‘Flausinas’ se sentem espertalhaços no pântano da política.

Governar a vida ou o país é como andar de bicicleta. Se fixamos os olhos nos pedais, a queda é certa. Precisamos de olhar em frente, ver à distância e com ângulo bastante aberto. Só assim se pode antecipar o futuro e preparar o rumo com alguma coerência.

Nos tempos actuais, o contágio é tudo. A herança é sempre pesada, como se sabe da genética. É difícil mudar. As medidas desconexas ou desconexadas têm efeito contrário ao desejado. Se não definimos convictamente a mudança e não nos livramos da lama, continuaremos a atolar--nos. Com o ‘Zé’ a pagar e os ‘Bau-baus’ a gozarem.

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