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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

Mudar de vida

O que o FMI veio dizer, que em 2010 seremos o mais endividado de um leque de 33 países desenvolvidos, é apenas a antecipação de um ciclo de notícias negativas em matéria de economia.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 5 de Outubro de 2009 às 00:30

Todas as contas de observadores independentes apontam para uma realidade preocupante: com uma fiscalidade exorbitante, já ao nível da Alemanha, em 2010 e anos seguintes seremos um País muito endividado, consequência do aumento da protecção social exigida pela crise; o financiamento externo será mais caro e mais difícil de obter; a despesa pública terá um peso sem precedentes nas contas do Estado.

O PS escolheu o caminho do investimento público centrado em grandes obras para tentar relançar a economia e o emprego. Não se sabe se é o melhor caminho, e alguns economistas pensam mesmo que não, mas é, pelo menos, um caminho concreto. Resta saber até que ponto vai ser a aposta decisiva para mudarmos todos de vida. Se é a aposta que modificará uma economia de serviços pouco vocacionada para a inovação e internacionalização.

Se aproveitamos uma eventual folga que nos seja dada pela retoma internacional e pelo investimento público para acabar com a indecorosa dependência do Estado. Se liquidamos, de vez, uma economia de meros gestores e de pouquíssimos verdadeiros empresários.

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