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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Mundo sem esperança

A maior tragédia da actual crise é que os sinais de cada novo dia são mais sombrios que os do dia anterior. Despedimentos em massa, fecho de empresas, desistências de investimentos, erosão patrimonial, tornaram-se acontecimentos demasiado banais.<br/><br/>

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Fevereiro de 2009 às 00:30

Vivemos um assustador mundo novo. Os mais velhos já viveram situações de maior pobreza, de muitas dificuldades, mas havia sempre a esperança de que com trabalho e dedicação a vida ia melhorar. Esse optimismo quase genético desapareceu. E não foi só em Portugal. É um fenómeno mundial.

Mesmo a histórica eleição de Obama para a presidência norte-americana que para muita gente foi uma lufada de esperança num mundo melhor, não se está a concretizar, pelo menos em matéria de economia. Desde que Obama foi eleito a América já perdeu mais de 700 mil empregos.

O gigante financeiro Citigroup, com 75 mil despedimentos e a General Motors, a empresa bandeira de automóveis, com 47 mil trabalhadores sacrificados, lideram a lista, onde surgem com mais de dez mil trabalhadores despedidos outras prestigiadas empresas como a Merril Lynch, Caterpillar, Alcoa e General Electric.

A incapacidade das lideranças políticas e empresariais é uma das razões para o desaparecimento da esperança. E sem essa confiança não haverá retoma.

 

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