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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Nota de descrédito

A crise portuguesa é assunto de destaque em todo o Mundo. Pelas piores razões, a fama de um Estado sem credibilidade financeira espalha-se e cria um anátema que vai ser difícil ultrapassar. Será uma tarefa hercúlea atrair no futuro investimento externo a um país que, perante as empresas de rating, já tem o mesmo nível de risco da Bulgária.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Março de 2011 às 00:30

A queda do rating reflecte o descrédito e aumenta o problema. A nota BBB atribuída pela Standard & Poors baixa a avaliação de Portugal para um nível muito perigoso, perto do ‘lixo financeiro’. E o pior é que a descida da nota da República vai ser acompanhada pelo agravamento do risco das grandes empresas, dos bancos e de outros emitentes de dívida, como as câmaras municipais. É um custo acrescido de muitos milhões de euros numa economia já muito pressionada e dependente do financiamento externo.

O resgate do País é praticamente inevitável. O pedido de ajuda português só ainda não foi feito porque o primeiro-ministro teima, como trunfo eleitoral, manter o FMI fora de Portugal, nem que para isso tenha de pagar taxas usurárias aos mercados.

Mas mesmo que nos próximos dois meses Sócrates consiga resistir a um pedido aos parceiros europeus, que já disponibilizaram 75 mil milhões de euros, a probabilidade de o resgate chegar no dia seguinte às eleições é muito elevada.

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