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Correio da Manhã

Opinião
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José Rodrigues

O caso Nobre

A Assembleia da República (AR) inicia hoje os seus trabalhos, e na ordem do dia está a eleição do seu presidente. O primeiro-ministro indigitado propôs para o cargo Fernando Nobre, mantendo a decisão não obstante a polémica gerada em torno da escolha do fundador da AMI e ex-candidato presidencial. Uma polémica que parece, no mínimo, exagerada.

José Rodrigues 20 de Junho de 2011 às 00:30

Os críticos de Nobre apontam-lhe a falta de experiência parlamentar e a inconsistência política como óbices ao desempenho do cargo, notando, além do mais, que o presidente da AR é a segunda figura do Estado, e pode em determinadas circunstâncias substituir o Presidente da República. À contestação, não será alheio o receio de que Nobre venha a usar o prestígio acumulado como presidente da AR em prol do lançamento de uma recandidatura à chefia do Estado.

É verdade que o médico não tem experiência parlamentar e que não foi muito coerente com as convicções que defendia ao aceitar o convite do PSD, mas as suas qualidades são sobejamente conhecidas. Foram elas, aliás, que convenceram mais de meio milhão de portugueses a dar-lhe o seu voto nas presidenciais.

Sobre a preocupação com a falta de experiência, diga-se ainda que faria mais sentido se fosse invocada a propósito da escolha não da figura que vai dirigir o Parlamento mas dos responsáveis que vão dirigir o País.

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