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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Manuel Catarino

Preso sem culpa

Isaltino Morais esteve um dia preso por erro de uma juíza. É, ainda assim, um homem com sorte. Mário Brites, anónimo cidadão do Cacém, passou injustamente cinco longos meses atrás das grades.

Manuel Catarino 6 de Outubro de 2011 às 01:00

A história, contada nesta edição do CM, mete dois polícias que não merecem a farda, uma procuradora do Ministério Público que vai em conversas e, por fim, um juiz de instrução com escassa argúcia. Um agente da PSP vive em guerra com um vizinho. Uma vulgar questão de condomínio. Arranja maneira de tramar o outro. Apresenta queixa por tentativa de homicídio: jura que o vizinho tentou dar-lhe dois tiros e apresenta um colega como testemunha do crime. A procuradora percebeu, na sua fina inteligência, que Mário Brites, o inocente, mentia e que os dois polícias, mentirosos, falavam verdade - e promoveu a prisão preventiva do denunciado, prontamente aceite por um zeloso juiz. Resultado: Mário Brites passou cinco meses preso - até que a Polícia Judiciária, tarde e a más horas chamada ao caso, deu pela mentira. Parece que vai acabar tudo em bem: os polícias continuam polícias, a procuradora não deixa de ser procuradora e o juiz fica juiz.

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