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Correio da Manhã

Opinião
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A Idade da Covid

Ou regressamos a 2019, ou estamos metidos num grande sarilho.
Paulo João Santos 17 de Fevereiro de 2021 às 00:33

A esperança do Mundo assenta num pilar: a vacina. Não há plano B. Ou aguenta e regressamos a 2019, com histórias para contar a muitas gerações, ou estamos metidos num grande sarilho.

Até agora, a estratégia resume-se a duas palavras. Confinar, restringir. Uns confinam mais, outros restringem menos, mas o princípio é o mesmo. A ciência também mantém a receita. Há relatos de medicamentos que se revelam úteis no combate ao vírus, mas a aposta centra-se, quase exclusivamente, nas vacinas.

Só quando voltarmos a conviver saberemos a sua verdadeira eficácia. Estão a ser bem toleradas, o que é bom sinal. Mas há questões que inquietam. Quanto tempo dura a imunidade? Qual o grau de resposta às novas variantes? E será possível garantir uma imunidade de grupo? Se tudo correr bem, isto não passou de um mau bocado.

Se assim não for… só me ocorre a visão apocalíptica de um meteorito gigantesco que escolheu a Terra por destino. O local de impacto é irrelevante, o que se segue é algo parecido com a Idade do Gelo. Neste caso, seria a Idade da Covid.

É melhor nem pensar nisso? Não, é mesmo preciso pensar nisso. E muito a sério.

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