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Correio da Manhã

Opinião
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Mais dúvidas que certezas

Estará o governo a querer perpetuar o teletrabalho? Seria grave.
Paulo João Santos 27 de Março de 2021 às 00:33

O Governo alargou até ao fim do ano a obrigatoriedade do teletrabalho. Devemos preocupar-nos.

Ou o Executivo não acredita que haja vacinas suficientes para imunizar a população dentro dos prazos previstos; ou desconfia da eficácia das vacinas; ou duvida que este ano se atinja a imunidade de grupo.

A ideia que passa é a de que se estão a criar condições para um verão idêntico ao do ano passado, mas quando chegar setembro ou outubro regressam as restrições, quem sabe os confinamentos. Ora, aquilo que se esperava com a vacinação era um regresso progressivo à normalidade a seguir às férias. Pelos vistos, estamos todos enganados e seria bom que nos esclarecessem.

A menos que o Governo queira perpetuar o teletrabalho. Seria grave. Não falo sequer das questões de eficácia e controlo, mas de desigualdades. Quem não está em teletrabalho tem mais despesas (transporte, alimentação) e menos tempo para si e para a família, gasto no casa-trabalho-casa.

Quem está em teletrabalho está preso, isolado, privado do convívio natural do dia a dia, com tudo o que isso implica na saúde mental. Uma balança impossível de equilibrar.

Governo saúde doenças
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