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Correio da Manhã

Opinião
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O labirinto de Rui Rio

Do homem que come papel em busca da PJ à mulher do Chega e as pazes com a bola.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 2 de Abril de 2021 às 00:33
É sabida a dificuldade do PSD em captar mulheres para as autárquicas. Não deverão ultrapassar os 10% dos cabeças de lista. Mas não terá sido esse o motivo da indicação de Suzana Garcia para a corrida à câmara de Loures. Ao aceitar que as estruturas locais se comprometessem, aparentemente à sua revelia, com uma mulher ideologicamente próxima do Chega, Rui Rio continua a exibir sinais da autofagia política que o persegue desde que chegou a líder.

A mesma que o levou a desistir do Porto, para onde escolheu um candidato só porque lhe é leal. Mas há mais. Em Portimão, o PSD foi resgatar ao PS Luís Carito, celebrizado por um estranho caso de alotriogeusia, ao ter comido um papel durante buscas da PJ ao município.

Já para Gaia, o homem que enquanto autarca da Invicta hostilizou o FC Porto, numa pretensa e falhada moralização da política, escolheu António Oliveira, principal acionista privado do clube portista, a um concelho onde os dragões têm o seu centro de treinos.

Não está em causa a idoneidade do antigo internacional e atual empresário, tão só os ziguezagues de Rio num labirinto de onde nem o próprio saberá ao certo como sair.
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