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Correio da Manhã

Opinião
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O regresso da política de morte

O Rio é uma cidade abandonada por Deus e pelos menos divinos políticos.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 7 de Maio de 2021 às 00:32

Ao arrepio do Supremo Tribunal brasileiro, que proibiu operações em favelas durante a pandemia, a Polícia do Rio de Janeiro entrou no ‘Jacarezinho’ com artilharia pesada e 25 pessoas morreram, incluindo um militar.

A ação visaria o chamado Comando Vermelho, o mais sanguinário gangue de narcotraficantes da cidade, que estará a recrutar jovens para as fileiras. Infelizmente, nada que seja novo na cidade abandonada por Deus e pelos menos divinos governantes.

A operação transformou-se rapidamente numa das mais sangrentas incursões policiais nas favelas do Rio e quando forem enterrados os mortos acontecerá o mesmo que após a matança no ‘Alemão’, em 2007, e de ‘Vigário Geral’, no ano de 1993.

O tráfico acabou? Apenas piorou e intensificou-se uma guerra não declarada entre traficantes e polícias com muitas vítimas inocentes pelo meio. As favelas não precisam só de medidas firmes de segurança.

Necessitam de políticas de educação, emprego e inclusão. Ações de morte em vez de políticas de vida são sintomáticas de um Estado falhado.

Rio Supremo Tribunal brasileiro Rio de Janeiro
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