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Correio da Manhã

Opinião
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Um conto de fadas

A multidão que encheu as ruas de norte a sul do País só surpreende quem não conhece, ou já se tinha esquecido, da dimensão eclética e intergeracional do Sporting Clube de Portugal.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 13 de Maio de 2021 às 00:32
A forma como um jovem presidente aposta num treinador que não tinha provas dadas e devolve a glória a um clube dividido por guerras intestinas tem um toque de conto de fadas da era moderna, que seguramente encanta todos os amantes de histórias com final feliz.

A multidão que encheu as ruas de norte a sul do País, e um pouco por todo o mundo português, só surpreende quem não conhece, ou já se tinha esquecido, da dimensão eclética e intergeracional do Sporting Clube de Portugal. Já assim tinha sido há 19 anos, e há 21, e seguramente ainda mais lá para trás, nas festas anteriores. O principal mérito do presidente Varandas, grande obreiro deste título nacional de futebol, é ter criado, mantido e preservado a tranquilidade em redor do grupo de trabalho esculpido a dedo pelo tal jovem e aparentemente predestinado treinador, Rúben Amorim.

Vencido o espetro da decadência herdado da anterior gestão lunática, o desafio é agora transformar esta alegria episódica em hábito de vencer, conquistar mais títulos, e recolocar o Sporting no lugar que merece, e de que o futebol português andou necessitado nos últimos anos.
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