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Correio da Manhã

Opinião
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A pressa é perigosa

A pressa é perigosa. A Covid é traiçoeira. O facilitismo tem um risco enorme.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 19 de Maio de 2021 às 00:32

Acrescente vacinação baixou o número de óbitos. Permanece sob controlo o nível de infeções, e consequentemente de hospitalizações. A matriz de risco criada para descodificar o perigo fez com que todos passássemos a perceber como evolui diariamente a doença. É natural que a sociedade ensaie este crescente regresso à normalidade. Tudo parece encaminhar-se para um adeus à pandemia.

Porém, a pressa é perigosa. A Covid é traiçoeira. Se foi importante lançar o alerta para a urgência de levantar as restrições quando as regras eram já demasiado restritivas, é agora essencial chamar a atenção para os riscos do excesso de facilitismo.

A chegada de milhares de turistas, mesmo com testes negativos e muitos deles vacinados, traria em qualquer caso o acréscimo de risco, sobretudo perante o aparecimento de novas variantes. Além disso, esta sensação de que tudo pode já ter passado vai aumentar cada vez mais a mobilidade social. Nota-se também, um pouco por todo o lado, o abandono de algumas medidas de proteção.

São dias decisivos, estes. O alerta deixado pelo primeiro-ministro deve, por isso, ser escutado com toda a atenção. Sempre que relaxámos, a situação piorou.

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