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Correio da Manhã

Opinião
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Gouveia e Melo

Vice-almirante tem seguido as pisadas do atual Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 23 de Dezembro de 2021 às 00:31
O vice-almirante Gouveia e Melo vai ser o próximo Chefe de Estado-Maior da Armada e isso não é uma recompensa pela competência do trabalho de vacinação que liderou. É o corolário de uma carreira militar brilhante que, há muito, o apontava a este alto cargo militar.

Gouveia e Melo consolidou a sua capacidade de planear e executar missões numas Forças Armadas reconstruídas em democracia e num tempo em que o peso histórico da guerra colonial já não se fazia sentir como noutras gerações. O vice-almirante, aliás, tem seguido as pisadas do atual Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, António Silva Ribeiro, que é o grande ideólogo de uma instituição militar virada para o serviço à sociedade. Tanto, pelo menos, como o faz no cumprimento das sua vocação primária, enquanto responsável pela defesa da soberania nacional.

Com esta nomeação, Portugal pode tranquilizar-se pelo facto de ter à cabeça das FA militares com forte enraizamento nas exigências da ética de serviço público e nada vocacionados para envergar a farda de homens providenciais. São os primeiros a saber que, em democracia, não é essa a missão que se espera de um militar.
Gouveia Melo Chefe política defesa forças armadas
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