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Correio da Manhã

Opinião
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Pântano à italiana

Seria bom que, ao menos, os debates trouxessem verdade e coragem.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 4 de Janeiro de 2022 às 00:32
A um mês das eleições, o País político começou a campanha dos debates. A pedagogia do debate é essencial na política, sobretudo em tempo de pandemia, mas seria obrigatório que trouxessem uma dinâmica revigorante a um sistema partidário doente. Que ajudassem a devolver alguma esperança aos portugueses e a motivá-los para o voto.

Dificilmente irá acontecer. Não vão evitar a prolongada guinada que estamos a sofrer no sentido de um pântano à italiana, com um Parlamento pulverizado, governos instáveis, coligações espúrias, extremismos em crescimento, economia estagnada ou em queda, distanciamento cada vez maior dos cidadãos da política e do voto.

Num País em que a palavra presidencial nos votos de Ano Novo se reduz a um mínimo possibilista, já como quem pede uma coisa quase impossível, governo de quatro anos e previsibilidade, é claro que não caminhamos para um futuro sorridente. Seria bom que, ao menos, os debates trouxessem verdade e coragem para nos dizer que o amanhã não vai cantar. Nem para nós, nem para os nossos filhos.
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