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Correio da Manhã

Opinião
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Prognósticos no fim do jogo

Os eleitores vão decidir se querem um governo de esquerda ou de direita.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Janeiro de 2022 às 00:32
Armando Esteves Pereira
Armando Esteves Pereira
A única verdadeira sondagem que conta é o voto expresso nas urnas. Quanto aos estudos e inquéritos de opinião que vão sendo publicados apenas apontam tendências.

As eleições do próximo domingo são das que têm um resultado mais incerto e não é só para perceber quem ficará em primeiro, se PS, se PSD, mas principalmente para saber quem tem condições de formar governo. Depois de 2015 é perfeitamente legítimo que o partido que ficar em segundo possa governar, desde que consiga a maioria na AR.

E essa maioria depende de os partidos conseguirem entrar no Parlamento e particularmente dos que ficarem entre o terceiro e o quinto lugar.

Com o PAN disponível para acordos com ambos os lados, Costa será primeiro-ministro, mesmo que não alcance a pedida maioria absoluta, se o voto de esquerda for maioritário. Rio irá para S. Bento se a direita tiver mais de 115 deputados. Rio terá o problema do Chega que vai reforçar o seu grupo parlamentar roubando lugares do hemiciclo que agora são de esquerda. O PSD não integrará Ventura no governo, mas como diria um pensador do futebol: prognósticos só no fim do jogo.
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