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Correio da Manhã

Opinião
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A sondagem de Costa e Rio

O voto nos 308 concelhos é também uma sondagem nacional.
Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 14 de Setembro de 2021 às 00:31
Haverá sempre uma leitura nacional do resultado das eleições autárquicas, mas não haverá drama como há 20 anos, quando a maré laranja nas principais cidades levou à desistência de António Guterres da liderança do governo, evocando o risco do pântano.


O voto dos eleitores nos 308 concelhos, apesar de especificidades locais, será sempre uma espécie de sondagem à boca da urna sobre Costa e Rio.

Com a miragem dos milhões da bazuca europeia repetida em cada apresentação dos candidatos socialistas e a promessa difusa, ainda não explicada, de baixar o IRS a uma parte significativa de famílias, o partido do Governo está numa posição confortável para cantar vitória, independentemente de poder perder algum município.

Há quatro anos o PS alcançou um registo histórico, conquistando bastiões tradicionais do PCP, e esses resultados legitimaram António Costa que tinha ido para o governo sem ser o mais votado nas eleições. Por sua vez, para o PSD qualquer melhoria face aos resultados modestos de há quatro anos levará Rui Rio a considerar que o desfecho é positivo.

Mas se o PSD continuar a acreditar nestas alegadas vitórias de Pirro, arrisca-se a ficar muitos anos afastado do poder nas maiores cidades e no País.



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