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Correio da Manhã

Opinião
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Maioria doente

António Costa mete, com Pizarro, nebulosa socratista no Governo.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 10 de Setembro de 2022 às 00:32
A nomeação de Manuel Pizarro para ministro da Saúde confirma a doença prematura desta maioria absoluta. Pizarro é um nome fraco e originário do aparelhismo socialista próximo de Sócrates. Pior, vem de um perigoso universo ‘empresarial’ da Saúde, onde avultavam as ligações a Cunha Ribeiro, ex-diretor do INEM e de Lisboa e Vale do Tejo, arguido no processo da ‘Máfia do Sangue’, bem como a Lalanda e Castro, patrão da Octapharma e de Sócrates.

Pizarro foi quem, em 2008, abriu a porta à negociação direta da Octapharma com os hospitais em matéria de venda do plasma sanguíneo, fazendo subir os ajustes diretos. Ainda que alegue ter diminuído a quota da empresa, esta conheceu sempre faturações milionárias com Pizarro na Saúde.

A Justiça investigou, meteu-lhe escutas ao longo de oito meses, concluiu que o interesse público não foi acautelado, mas atribuiu-o à má organização do Estado. Não encontrou provas para acusar Pizarro, é certo. Mas, na verdade, é esta nebulosa socratista que Costa acaba de meter no Governo. Politicamente, a coisa já é explosiva. Resta saber se a instrução do caso da ‘Máfia do Sangue’ não vai trazer mais umas novidades.


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