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Correio da Manhã

Opinião
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Nada a celebrar

Agora que termina o estado de emergência, não há razão para celebrar. Pelo contrário.
Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 28 de Abril de 2021 às 00:33
Quando o País se confrontou com 200 e 300 óbitos por dia devido à Covid, nem os maiores defensores da preservação do equilíbrio entre o combate à doença e a manutenção da normalidade possível puderam ficar indiferentes. Morreram-nos demasiados de nós sem razão, seja por atraso na intervenção nos lares, seja por incapacidade do Estado para acudir aos mais vulneráveis, seja pela criminosa gestão inicial das vacinas, seja, finalmente, pela irresponsabilidade natalícia. Há um balanço por fazer dos dias mais negros da pandemia. Muita coisa correu demasiado mal sem justificação atendível.

Agora que termina o estado de emergência, não há razão para celebrar. Pelo contrário. Temos de encarar este passo de forma responsável e com exigência crescente. A normalidade continuará a ser uma miragem. As restrições concelhias, ou as cercas sanitárias eventualmente a decretar, mesmo no novo enquadramento legal, aí estão para o sublinhar.

As vacinas são um milagre da ciência que salva todos os dias milhares de vidas. Isso aumenta a exigência ética que impende sobre cada um de nós, dia após dia. Travar o vírus. Controlar a pandemia.
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