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Correio da Manhã

Opinião
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O último trunfo

Secretário de estado estraga festa de António Costa.
Paulo João Santos 24 de Setembro de 2021 às 00:33
Não é exatamente uma "libertação total", mas é um passo gigantesco rumo à normalidade. As limitações que se mantêm, e que fazem todo o sentido, são agora uma exceção, diluindo-se no rol de restrições levantadas. A pandemia não chegou ao fim, não é coisa do passado, mas deixou de meter medo, de ser ‘força de bloqueio’, pessoal, social, económico, que marcou estes tempos.

O novo Portugal que desperta a 1 de outubro, sem máscaras, finalmente, foi anunciado ontem por António Costa de um modo sereno, percetível, sem equívocos, sem foguetes, nada ‘comiceiro’. Mas é o trunfo socialista mais poderoso da campanha, jogado à boca das urnas. Vale por todas as bazucas. A escolha da data não foi inocente, entrando as medidas em vigor apenas daqui a uma semana a decisão podia e devia ter sido adiada. Cabe aos eleitores julgarem a oportunidade.

Certo é que seria um fim de campanha perfeito para o PS, não tivesse o secretário de Estado da Internacionalização subido ao palco para estragar o brilharete de Costa, dizendo que Portugal ganhou com a Covid-19. Nem a oposição faria melhor. Mais um motivo de reflexão na hora de decidir o voto.
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