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Correio da Manhã

Opinião
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Olhar para a Defesa

Têm sido os países da NATO a impedir o avanço do exército vermelho.
Paulo João Santos 16 de Maio de 2022 às 00:32
O desejo repentino de adesão à NATO por parte da Finlândia e da Suécia revela o enorme sentimento de insegurança que a guerra na Ucrânia está a provocar na Europa, mesmo em países onde as opiniões públicas eram, até há dois meses, esmagadoramente a favor da neutralidade, recusando o chapéu da Aliança.

Ora, têm sido os países da NATO a impedir o avanço do exército vermelho, fornecendo a Zelensky as armas necessárias para fazer frente ao potencial bélico de Putin. Portugal não tem muito para oferecer, fala-se no envio de 15 blindados do tempo da Maria Cachucha, mas este atraso não pode ser visto como uma fatalidade.

É um alerta de que é necessário olhar a Defesa como um pilar fundamental para a segurança dos portugueses. Deve, contudo, evitar-se a tentação de aumentar o orçamento das Forças Armadas apenas na perspetiva da melhoria do seu equipamento, sem olhar, primeiro, para a escassez do efetivo. É urgente atrair jovens para a missão, bem pagos e com garantia de futuro. Cabe à ministra Helena Carreira criar essas condições. Mas depressa. A guerra, como se viu na Ucrânia, é uma ameaça permanente.
Ucrânia Defesa NATO Europa Suécia política Finlândia
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