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Correio da Manhã

Opinião
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Premiação contestada

Quando o Governo anunciou um prémio aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente contra a Covid-19 adivinhou-se contestação.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 23 de Abril de 2021 às 00:32
Quando o Governo anunciou um prémio aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente contra a Covid-19 adivinhou-se contestação, mas a evolução da pandemia pedia que o esforço se centrasse no combate à doença. Agora que o País inicia o caminho para a normalidade, é tempo de cumprir promessas. Acontece que os critérios definidos para a atribuição do prémio somam elevada dose de subjetividade quando visam funcionários que tenham praticado no período de emergência “de forma continuada e relevante” assistência a doentes Covid-19. Passível de interpretações dúbias, o prémio está a causar conflitos. No Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, por exemplo, há profissionais que reclamam contra os critérios que deixam de fora quem participou em planos de contingência, reorganização de serviços ou apoio a doentes. E protestam contra uma administração que perante a ambiguidade do despacho governamental pouco explicará. Quem lutou contra a pandemia tantos meses pode até estar - justa ou injustamente - fora de critérios de premiação. Não pode é ser tratado com a indignidade de silêncios de circunstância.
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