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Correio da Manhã

Opinião
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PS e corrupção

Carlos César, presidente do PS, disse que o seu partido está ligado aos “grandes avanços” do País em matéria de transparência e combate à corrupção.
Paulo João Santos 24 de Abril de 2021 às 00:33
Carlos César, presidente do PS, disse que o seu partido está ligado aos “grandes avanços” do País em matéria de transparência e combate à corrupção. A história dá-lhe alguma razão. O PS, através de Mário Soares e Almeida Santos, tiveram um papel fundamental na estruturação de um sistema de Justiça democrático após o 25 de Abril. Vera Jardim, enquanto ministro da Justiça, em 1995, teve um papel importante no reforço do Ministério Público e do combate à corrupção. António Costa aprovou, entre outras coisas, a lei 5/2002, que é um instrumento decisivo no combate à corrupção e ao crime organizado em geral. O reconhecimento desta realidade histórica não implica, porém, que a prática do PS seja hoje a mais recomendável. Ou que seja um exclusivo seu a liderança desse processo. O governo de Passos Coelho, através de Paula Teixeira da Cruz, por exemplo, salvou a separação de poderes, que o PS de Sócrates tinha estilhaçado. E impulsionou como há muito não se via o combate à corrupção. Os socialistas podem puxar os galões mas convém que não adotem a revisão estalinista da história como uma prática permanente.
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