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Correio da Manhã

Opinião
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Suspensão da democracia

Rui Rio não pára de nos surpreender.
Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 11 de Novembro de 2021 às 00:32
Rui Rio não pára de nos surpreender. A ideia de que fazer uma campanha interna pela liderança do PSD seria prejudicial à sua ação enquanto líder da oposição ao Governo do PS é verdadeiramente insólita.

A proclamação de que se dedica em exclusivo a fazer oposição e, por isso, não está para ir a debates com Paulo Rangel é tributária de uma conceção minimalista do que é a essência da própria democracia.

Diaboliza o debate e prefere o argumento da autoridade moral, ou outra qualquer. Desde logo, porque se trata de um propósito oriundo de quem achou por bem diminuir o ritmo e a intensidade dos debates quinzenais no Parlamento. Ou que acha ser possuidor de galões antigos em matéria de debate político que o dispensam, agora, do confronto de ideias com o seu opositor interno.

Rui Rio dá força, com esta atitude, aos que pensam que despreza o debate como forma de afirmação da diversidade de opiniões e do pluralismo político.

Na verdade, esta posição do líder do PSD está muito mais perto da ideia de suspensão da democracia do que Manuela Ferreira Leite alguma vez esteve.
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