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Correio da Manhã

Política
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André Ventura acusa povo de ser "amorfo e pacífico" perante aumento de eletricidade

Deputado do Chega defende que em Portugal já se paga "das faturas mais elevadas da Europa".
Lusa 17 de Setembro de 2021 às 17:29
André Ventura, líder do Chega
André Ventura, líder do Chega FOTO: Lusa
O líder do Chega, André Ventura, disse esta sexta-feira que o povo português é "muitas vezes amorfo e pacífico" como está a ser perante o aumento de eletricidade e se fosse outro país da Europa haveria multidões na rua.

"Quando eu vi que ia aumentar mais 3% a fatura da eletricidade pergunto-me como é que o nosso país às vezes consegue ser tão pacífico perante o que está a acontecer. Se isto acontecesse em muitos países da Europa havia multidões na rua a protestar contra o Governo", disse André Ventura.

Num comício de quase meia hora em Lamego, onde marcou presença para apoiar a candidata do Chega, Maria Valle, à câmara, André Ventura lembrou que Portugal já se paga "das faturas mais elevadas da Europa em eletricidade, assim como a de gás natural, da gasolina e do gasóleo mais caros da Europa".

Um aumento que, no seu entender, é "por causa dos impostos incríveis" existentes em Portugal e "por força de um Estado que já não consegue gerir as cosias como devem ser geridas" e questionou como é que o país "aceita como se fosse uma coisa normal".

"Se isto acontecesse em muitos países da Europa havia multidões na rua a protestar contra o Governo. Havia multidões na rua a defender os seus direitos. Nós pagamos e calamos. Somos muitas vezes um povo amorfo e pacífico, incapaz de lutar e de resistir", considerou.

Neste sentido, disse que "o Governo deve fazer o seu trabalho", ou seja, "deve intervir quando tem de intervir" como considerou ser o caso, já que "intervém para tanta coisa e para mais alguma".

"Se intervém para nomear os seus 'boys' todos para os lugares de destaque em câmaras municipais e em entidades reguladoras e nas entidades regionais que criaram, não são capazes de intervir para defender que o preço da eletricidade", questionou.

O líder do Chega acrescentou que o Governo "não pode continuar a alimentar o bolso de algumas empresas" tem, no seu entender, "de ser apenas e somente para servir o povo português".

Não somos um país digno, enquanto não tivermos um preço digno de eletricidade. Não somos um país digno enquanto os espanhóis se rirem de nós a pôr gasóleo e gasolina nos carros, enquanto nós pagamos uma fortuna para o fazer", defendeu.

E isto, concluiu, "tem dois culpados: são 47 anos de incompetência de PSD e de PS em Portugal".

André Ventura contou com a presença neste concelho junto ao rio Douro, de cabeças de lista que concorrem pelo Chega no distrito de Viseu, num total de 10 câmaras, dos 24 concelhos existentes: Lamego, Castro Daire, Mangualde, Moimenta da Beira, São Pedro do Sul, Sátão, Tabuaço, Tondela, Viseu e Vouzela.

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