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"País precisa urgentemente de novo aeroporto": Costa lamenta discussões sobre localização

Primeiro-Ministro confirmou que o Governo está a estudar "o desdobramento" do terceiro e do sexto escalão do IRS. 
Correio da Manhã 6 de Setembro de 2021 às 22:00
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"País precisa urgentemente de novo aeroporto": Costa lamenta discussões sobre localização

António Costa referiu, esta segunda-feira, em entrevista ao jornalista Miguel Sousa Tavares disse que o"país precisa urgentemente de um novo aeroporto" e considera que é "lamentável que andemos há 50 anos a discutir" a localização do mesmo. 

O Primeiro-Ministro afirmou também que o Governo temeu "ir ao fundo", mas que "pelo contrário resistiu à tormenta" do momento desafiante que o país vive com a pandemia de Covid-19. 

Para o Secretário-geral do PS a qualidade dos médicos de Portugal "salvou-nos" no combate à pandemia, mas o papel do Governo e do Serviço Nacional de Saúde também mereceram elogios. 

Costa mostrou-se ainda confiante com a recuperação económica de Portugal e confirmou que o Governo está a estudar "o desdobramento" do terceiro e do sexto escalão do IRS. "Já fizemos um primeiro desdobramento dos escalões, tivemos de adiar um segundo. Estamos neste momento a fazer um trabalho muito sério, que é mais um desdobramento".

Para o Primeiro-Ministro, existem dois escalões em particular que precisam de ser mexidos: "o terceiro, que cobre os 10 mil e os 20 mil euros de rendimento, e o sexto, com rendimentos de 36 a 80 mil euros", declarou.

Ainda assim, Costa considera que em termos de fiscalidade, Portugal "até não se compara mal" com os demais países europeus. 

Numa alusão à execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), António Costa disse que tem a noção "dos enormes desafios" que o seu Governo tem pela frente e recusou consequências muito negativas com o fim dos apoios do Estado à economia e às pessoas.

"Essa tendência [dos apoios] tem vindo a diminuir. Houve um momento em que a intensidade dos apoios foi muito grande, em que tivemos muitas empresas a recorrer ao lay-off e muitos empregos sustentados pelo lay-off, mas, progressivamente, esses apoios têm vindo a deixar de ser necessários", alegou.

Neste ponto, o primeiro-ministro advogou que Portugal "está de novo a crescer acima da média europeia, como aconteceu em 2017, 2018 e 2019 ".

"Felizmente, hoje os apoios podem diminuir porque as necessidades são menores. Não viemos numa situação artificial", acrescentou.

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