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Correio da Manhã

Política
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"Até sempre, Presidente": As reações à morte de Jorge Sampaio

Várias personalidades e partidos políticos homenageiam o antigo Presidente da República.
Guilherme D’Oliveira Martins 10 de Setembro de 2021 às 10:06
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"Grande defensor de pessoas perseguidas": Armando Esteves Pereira reage à morte de Jorge Sampaio
Jorge Sampaio, antigo Presidente da República, morreu esta quarta-feira, aos 81 anos.

Várias personalidades e partidos políticos fazem homenagens ao político:



Partidos Socialista

O Partido Socialista, ao tomar conhecimento do falecimento do ex-Presidente da República e seu digníssimo Camarada Jorge Fernando Branco de Sampaio, vem tornar pública a sua indescritível dor pela partida de um dos seus mais brilhantes intelectuais. Portugal e o mundo despedem-se hoje de um intérprete notável da solidariedade sem fronteiras.
Até sempre, Presidente.


Partido PAN Marinha Portuguesa Tiago Barbosa Ribeiro Ferro destaca perda amigo de longa data e lutador pela liberdade e democracia

O presidente da Assembleia da República salientou que a morte de Jorge Sampaio representa a perda de "um amigo de longa data" com quem partilhou uma constante luta pela liberdade e democracia em Portugal. Jorge Sampaio, antigo Presidente da República (1996/2006), morreu hoje aos 81 anos, depois de ter estado internado no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, desde 27 de agosto, com dificuldades respiratórias. Na sua mensagem, Ferro Rodrigues disse ter recebido a notícia da morte do antigo líder do PS e antigo presidente da Câmara de Lisboa "com profunda tristeza e sentimento de enorme perda".

Ministro da Defesa destaca "extraordinário e exemplar português"
O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, manifestou hoje "mágoa" pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio e afirmou que ter uma "profunda admiração" pelo ex-chefe de Estado, que era um "extraordinário e exemplar português".

"Obrigado Jorge Sampaio", escreveu o ministro na sua conta na rede social Twitter.

João Gomes Cravinho afirmou também que "não cabe num 'tweet', nem a mágoa da perda nem a profunda admiração por este extraordinário e exemplar português".

Ana Gomes, ex-eurodeputada do PS lembra Sampaio


A ex-Eurodeputada do PS, Ana Gomes, referiu que Jorge Sampaio foi um exemplo para todos nas lutas que travou.

cívica e política que Jorge Sampaio nos lega", referiu Ana Gomes. 

Livre realça "papel precursor na convergência à esquerda"
O Livre realçou o "papel precursor na convergência à esquerda em Portugal" de Jorge Sampaio enquanto Presidente da República e também a sua defesa dos Diretos Humanos, considerando que a ação do ex-chefe de Estado permanecerá.

"É com pesar que recebemos a notícia do falecimento de Jorge Sampaio. Vai ser relembrado pelo seu papel precursor na convergência à esquerda em Portugal como Presidente da República, mas também na sua ação em defesa dos Direitos Humanos", lê-se numa mensagem deixada pelo partido na rede social 'Twitter'. "A sua ação política permanecerá", acrescentam.



"Até sempre, Presidente"
A presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, Ana Catarian Mendes, reagiu nas redes sociais à morte de Jorge Sampaio. "Até sempre, Presidente": As reações à morte de Jorge Sampaio



Durão Barroso recorda "personalidade empenhada nas causas da democracia"
O antigo primeiro-ministro Durão Barroso recordou Jorge Sampaio como uma "personalidade realmente empenhada nas causas da democracia", enviando os pêsames à família do antigo Presidente da República, que morreu hoje.

"Os meus mais sentidos pêsames para a família de Jorge Sampaio, Presidente da República com quem tive a honra de trabalhar como primeiro-ministro, e que era personalidade realmente empenhada com as causas da democracia e do desenvolvimento social no nosso país e no plano internacional", escreveu José Manuel Durão Barroso na sua conta de Twitter.

Manuel Alegre enaltece "visão de estadista" fulcral para o Portugal democrático 
O antigo dirigente socialista Manuel Alegre lamentou hoje "com mágoa" a morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio e enalteceu a "visão de estadista" de uma figura que considerou fulcral na construção do Portugal democrático. Manuel Alegre reagiu "com mágoa" à morte de "um amigo" que conhece "há 60 e tal anos".

"Quando o conheci, há 60 e tal anos, numa assembleia magna muito tensa e difícil, realizada no velho Palácio dos Grilos, em Coimbra. Eu ia subir à tribuna e senti uma pancada nas costas. Voltei-me e vi-o, com o cabelo muito ruivo ainda, a dizer-me: 'Eu venho de Lisboa e trago-vos a nossa solidariedade, em nome da Reunião Inter-Associações (RIA)'", recordou o também antigo candidato presidencial.






Líder do CDS-PP agradece papel desempenhado na luta por Timor e refugiados
O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, lamentou a morte de Jorge Sampaio e agradeceu o papel desempenhado pelo antigo Presidente da República na libertação de Timor, na defesa dos refugiados e dos oceanos.

"Apesar das mais profundas divergências políticas que o separavam do CDS-PP, não posso deixar de lamentar a sua morte e agradecer o papel que desempenhou na libertação de Timor, na defesa dos refugiados, na luta pelos oceanos e também o serviço que prestou a Portugal", afirmou o presidente do CDS-PP, que falava aos jornalistas em Vila Real.

PCP recorda percurso "democrático e de resistência ao fascismo"
O PCP expressou as condolências à família e ao PS pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, sustentando que tem de "ser reconhecido" pelo percurso "democrático e de resistência ao fascismo".

De acordo com uma nota divulgada, os comunistas expressaram à "família e ao PS as suas condolências" pela morte do antigo chefe de Estado e dirigente socialista.

Basílio Horta recorda amigo e diz que "Sintra perde um dos seus melhores"
O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, disse estar "profundamente triste" pela morte do ex-chefe de Estado Jorge Sampaio, considerando que "Sintra perde um dos seus melhores".

Numa mensagem deixada na rede social 'Facebook' Basílio Horta, que apoiou Sampaio nas presidenciais de 1996, confessou estar "profundamente triste" com a perda de "um amigo".

"Perdi hoje um amigo que sempre respeitei e admirei. Apoiei o Dr. Jorge Sampaio nas suas caminhadas presidenciais, estivemos juntos em tantos e tantos momentos", lembrou.

Passos Coelho lamenta "grande perda" para Portugal e destaca "agudíssimo sentido cívico"
O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou a morte de Jorge Sampaio como "uma grande perda" para Portugal e destacou o "agudíssimo sentido cívico moldado por grande humanidade" do antigo Presidente da República.

Numa nota escrita enviada à Lusa, Passos Coelho expressou as suas "sentidas condolências" à família, "e em particular à sua mulher Maria José Rita".

Sporting lamenta morte de "sportinguista de sempre e democrata permanente"
O Sporting lamentou a morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, aos 81 anos, recordando-o como um "sportinguista de sempre e um democrata permanente".

"O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu pesar pela morte de Jorge Sampaio, antigo Presidente da República, que faleceu, nesta sexta-feira, aos 81 anos. Jorge Sampaio, sócio n.º 3.109 do Sporting, será eternamente recordado como um sportinguista de sempre e um democrata permanente", lê-se na nota de condolências dos 'leões'.





"Tanto respeito e tanta gratidão"
A eurodeputada Marisa Matias reagiu à morte de Jorge Sampaio: "Tanto respeito e tanta gratidão".

"Um lutador pela liberdade e pela democracia desde muito novo"
O candidato à presidência da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, deixou uma mensagem a lamentar a morte do antigo Presidente da República. "Jorge Sampaio foi um lutador pela liberdade e pela democracia desde muito novo", escreveu acrescentando que suspende todas as suas campanhas.


"Até sempre"
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nunes Santos, lamentou a morte de Jorge Sampaio.

"Jorge Sampaio é merecedor de todo o nosso respeito"
O presidente do PSD, Rui Rio, recorda Jorge Sampaio pelo seu "notável percurso como político e como homem público".


Presidente da Comissão Europeia destaca "papel crucial" de Jorge Sampaio
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou o "papel crucial" de Jorge Sampaio na promoção dos direitos humanos e dignidade dos refugiados, elogiando o "homem de princípios". João Soares manifesta "profunda tristeza" e recorda tempos na CML
O antigo ministro João Soares manifestou "profunda tristeza" e lembrou os anos em que esteve ao seu lado na Câmara de Lisboa, salientando que era um homem "muito inteligente" e "do debate".

"Eu tive o privilégio de ser convidado por ele para ser o seu número dois na lista conjunta com o Partido Comunista e que ganhou as eleições autárquicas de 1989", recordou o antigo ministro da Cultura.

Carlos César diz que Sampaio era um "homem do mundo"
O presidente do Partido Socialista, Carlos César, considerou Sampaio um "homem do mundo", um "combatente pela democracia", para além de um "militante cívico inconformado".

Para além de um "militante cívico inconformado", Carlos César destacou o seu papel enquanto "defensor ativo dos direitos humanos", o seu "rigor ético", "humanismo" e a sua "generosidade", sendo um combatente na resolução das desigualdades sociais.

Benfica lembra "homem que dedicou a vida à defesa da democracia"
O Benfica lamentou a morte de Jorge Sampaio, aos 81 anos, "um homem que dedicou a sua vida à defesa intransigente da democracia e ao estabelecimento de uma sociedade mais justa".

"O desporto foi um dos múltiplos setores beneficiários da vasta obra de Jorge Sampaio, quer como autarca, na relação com os clubes sediados em Lisboa, quer como advogado, a sua profissão, na criação do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol", assinalou o clube lisboeta.

Medina recorda Sampaio como "um dos mais destacados" presidentes da Câmara de Lisboa
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, recordou o antigo chefe de Estado Jorge Sampaio como "um dos mais destacados" presidentes da autarquia da capital, que liderou entre 1990 e 1995.

"Quero recordá-lo hoje sobretudo como um grande presidente da Câmara Municipal que Jorge Sampaio foi. Certamente um dos seus mais destacados presidentes de câmara", afirmou Fernando Medina, numa curta declaração nos Paços do Concelho, sem direito a perguntas dos jornalistas.

Guterres salienta "incomparável homem de Estado" e figura "central" da democracia
O secretário-geral das Nações Unidas afirmou que Sampaio foi uma figura "central" da democracia de Abril, um "incomparável homem de Estado" que deixou uma marca "decisiva" na luta pela paz e no diálogo entre civilizações.

Numa declaração à agência Lusa, António Guterres, que sucedeu a Jorge Sampaio na liderança do PS em 1992 e que desempenhou funções de primeiro-ministro entre 1995 e 2001, disse que ficou "profundamente emocionado e entristecido com a notícia da morte de Jorge Sampaio".






FC Porto lamenta morte e recorda atribuição do Dragão de Honra
"O FC Porto lamenta o falecimento de Jorge Sampaio, antigo Presidente da República durante uma década, entre 1996 e 2006. (...) Durante quase 30 anos, Jorge Sampaio desempenhou os mais importantes cargos políticos em Portugal. Em 1999, foi distinguido pelo FC Porto com o Dragão de Honra", observou o clube portuense.

O FC Porto, em comunicado publicado no sítio oficial na Internet, dirigiu "as mais sentidas condolências" à família de Jorge Sampaio, "em particular a Maria José Ritta, uma grande portista galardoada com o Dragão de Honra em 1998".

Luís Figo lamenta perda de "um amigo e uma referência"
O ex-futebolista e antigo capitão da seleção portuguesa Luís Figo afirmou esta sexta-feira que perdeu "um amigo e uma referência" com a morte de Jorge Sampaio e deixou as condolências à família do antigo Presidente da República.

"É um dia muito triste para mim e para o meu país. Perdi um amigo e uma referência, com quem tive o privilégio de conviver, e nunca esquecerei o seu contributo fundamental para importantes causas humanitárias. As minhas sentidas condolências a toda a família de Jorge Sampaio", escreveu Luís Figo na conta oficial na rede social Twitter.

Figo é o terceiro futebolista com mais jogos por Portugal (127) e foi capitão da seleção nacional entre 2001 e 2006, período em que Jorge Sampaio era Presidente de República.

Rei de Espanha Felipe VI destaca profundo empenho no fortalecimento das relações com Espanha
O rei Felipe VI manifestou esta sexta-feira o seu pesar pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio de quem destacou "o seu legado e o seu firme e profundo empenho" no fortalecimento dos laços com Espanha.

O monarca enviou um telegrama ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa onde expressou as suas "mais sinceras condolências" em seu nome, do Governo e de todos os espanhóis pela morte de Sampaio, hoje, aos 81 anos de idade, num hospital em Lisboa.

"Uma triste perda de alguém que foi sem dúvida uma grande personalidade no seu país, na Europa e América Latina e no mundo", disse Felipe VI, de acordo com a cópia do telegrama enviada à agência Lusa.

O monarca espanhol afirma que Jorge Sampaio será sempre recordado pelo "seu legado e pelo seu firme e profundo empenho em reforçar as relações entre Espanha e Portugal".

Juntamente com a Rainha Letizia, Felipe VI também transmitiu as suas condolências à viúva do falecido antigo Presidente e a todos os seus familiares, assim como o seu "afeto ao querido povo amigo de Portugal".

O rei de Espanha, Felipe VI, vai estar presente nas cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, disse esta sexta-feira à Lusa fonte de Belém.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre sábado e segunda-feira, pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, e cerimónias fúnebres de Estado.

Felipe VI esteve também presente nas cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República Mário Soares, em janeiro de 2017, e nessa ocasião foi recebido pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Conselho para os Refugiados recorda capacidade de inquietar e levar à ação
O Conselho Português para os Refugiados (CPR) lembrou o antigo Presidente da República Jorge Sampaio pela sua capacidade de inquietar e levar à ação, bem como pela dedicação aos direitos humanos.

Numa nota publicada nas suas redes sociais, o CPR começa por lembrar a intervenção de Jorge Sampaio em 2014 no XII Congresso Internacional do CPR, onde apontou que fazia "falta um sobressalto cívico global", referindo-se à sua iniciativa de criação da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios.

"Uma iniciativa entre várias que, ao longo da sua vida, souberam inquietar-nos e levar-nos à ação: em Timor-Leste, na Aliança das Civilizações, na luta contra a tuberculose", refere o CPR.

Salienta também a dedicação de Jorge Sampaio aos direitos humanos e à transformação social para que, e citando o antigo presidente da República, "as disparidades sociais não se agravem ainda mais", entendendo, por isso, o CPR que "apesar das crises, há margem para criar soluções inovadoras e criativas por parte da sociedade civil".

Além de deixar condolências à família, o Conselho Português para os Refugiados garante que irá manter viva a ambição de Jorge Sampaio por um mundo melhor e recorda ainda algumas frases escritas pelo estadista como "a solidariedade não é facultativa, mas um dever", ou "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade".

Artista Paula Rego "muito triste" com morte de amigo
A pintora Paula Rego manifestou-se hoje "muito triste" pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, com quem manteve uma relação pessoal há cerca de 50 anos e do qual pintou um retrato oficial.

"Adeus querido amigo", escreveu a artista hoje na rede social Instagram, após serem conhecidas as notícias da morte de Sampaio esta manhã, acompanhando com uma fotografia dos dois datada de 2002 e com dedicatória do então chefe de Estado à "querida amiga".

Em declarações à agência Lusa, Paula Rego disse estar "muito, muito triste", recordando que a amizade remonta a antes do 25 de Abril, quando Sampaio foi seu advogado e a ajudou "durante uns tempos difíceis".

"Eu admirava-o muitíssimo e ele vai fazer muita falta", acrescentou.

Jorge Sampaio elevou a artista à Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal em 2004, mas a admiração pelo seu trabalho era anterior.

Foi numa visita oficial ao Reino Unido, em 2002, que Jorge Sampaio desafiou Paula Rego a pintar obras evocativas da vida da Virgem para serem expostas na capela do Palácio de Belém, que estava a ser restaurada.

A artista hesitou, mas acabou por aceitar e o resultado foram oito pastéis a óleo sobre o "Ciclo da Vida da Virgem Maria", oferecidos ao Estado português em 2003 e colocados na capela.

Em 2005, Sampaio fez uma nova encomenda à artista residente no Reino Unido para que pintasse o seu retrato oficial, o primeiro da galeria dos ex-Presidentes a ser realizado por uma mulher.

A artista acabou por produzir três versões, apresentadas em 2006.

"Pintar o presidente de Portugal, Jorge Sampaio, quase me matou", confiou, num texto publicado pelo jornal The Guardian em 2018, a propósito da interferência frequente dos colaboradores do chefe de Estado.

"Era muito difícil. As pessoas não paravam de entrar e comentar 'esse braço não está bem', ou, 'o nariz dele não é assim'. No final, eu disse: 'Talvez devêssemos ir para outro lado'. Fomos para uma sala cheia de armários de vidro e trabalhei muito arduamente", relatou.

A proximidade manteve-se mesmo depois de Sampaio deixar funções, tendo Paula Rego doado em 2015 uma gravura para angariar fundos para a Plataforma Global de Assistência a Estudantes Sírios.

Na altura, Sampaio manifestou a sua admiração pela artista, que descreveu como "uma criadora inesgotável, transbordante, e sempre disposta a partilhar ideias e apoiar causas sociais".

"É uma artista com um humor magnífico, de gargalhadas súbitas, grande inteligência e enorme candura. O seu olhar vê para além das aparências", declarou.

Mota Amaral diz que "há uma luz que se apaga" na política portuguesa
O antigo presidente da Assembleia da República Mota Amaral defendeu hoje que "há uma luz que se apaga" na política com a morte de Jorge Sampaio, um "entusiástico servidor de causas", esperando que o seu exemplo tenha sempre seguidores.

"Com a morte de Jorge Sampaio há uma luz que se apaga, no quadro político português. Oxalá o seu exemplo de desapego de honrarias e de compromisso para ajudar os necessitados tenha sempre seguidores. Curvo-me perante a sua memória!", pode ler-se numa nota de Mota Amaral (PSD) enviada à agência Lusa.

O antigo presidente do Governo Regional dos Açores associa-se ao luto da família de Jorge Sampaio, que considera que "foi durante toda a vida um entusiástico servidor de causas".

Chega salienta papel de "relevante protagonista" do regime democrático
O Chega reconheceu esta sexta-feira o "papel de relevante protagonista" de Jorge Sampaio no regime democrático português, apesar de considerar que o "pensamento político" do estadista está "nos antípodas" do partido.

"O Chega está nos antípodas do pensamento político de Jorge Sampaio, muitas das suas decisões políticas revoltaram a direita e o centro-direita, mas reconhece-se o seu papel de relevante protagonista do regime democrático português", lê-se num comunicado hoje divulgado pelo partido.

Na nota, o Chega envia "as suas sentidas condolências e sentimentos" à família e amigos de Jorge Sampaio, assim como ao PS, e informa que irá suspender, durante o dia de hoje, "todos os atos de campanha autárquica que ainda seja possível cancelar".

Numa curta declaração vídeo, o líder do Chega, André Ventura, também referiu que Jorge Sampaio "teve um papel relevante no regime democrático português das últimas décadas", dando o exemplo da independência de Timor-Leste.

"Talvez muito poucas vezes tenha concordado com Jorge Sampaio, talvez se possa dizer que está nos antípodas do pensamento do Chega, mas hoje o Chega também reconhece o papel de relevo que teve na democracia portuguesa durante o seu mandato de Presidente da República, nos vários cargos públicos que exerceu", salientou.

O líder do Chega transmitiu à família e aos amigos" os "sentimentos e condolências" e afirmou que espera que a "memória de Jorge Sampaio perdure, e certamente perdurará", no "conhecimento, memória e na ação política em Portugal".

Politécnicos destacam causas humanitárias do antigo Presidente
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) manifestou hoje "profundo pesar" pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, recordando o envolvimento nas causas humanitárias, como o acolhimento e integração de refugiados nas instituições de ensino.

"Além de ser uma figura incontornável da democracia portuguesa, o Dr. Jorge Sampaio abraçou vários projetos de apoio aos mais desfavorecidos e necessitados", frisou o CCISP numa nota de condolências divulgada a meio da tarde.

No texto, os responsáveis pelos politécnicos recordam a colaboração na preparação de ações de apoio aos refugiados da Síria e, mais recentemente, no trabalho conjunto para promover o acolhimento de refugiados afegãos, em particular, de mulheres afegãs, nas instituições de ensino portuguesas.

"Sempre ficou patente o seu elevado compromisso com as causas mais nobres da humanidade", destacou o órgão representativos dos politécnicos.

Presidente moçambicano Filipe Nyusi enaltece contributo para a paz e democracia
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, destacou hoje o contributo de Jorge Sampaio para a paz e democracia em Moçambique, manifestando pesar pela morte do antigo chefe de Estado português.

"As suas obras constituem motivo de orgulho não só para o povo português e para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, mas, sobretudo, para Moçambique, pelo particular realce que deu, enquanto Presidente da República portuguesa, ao enaltecimento da paz e democracia em Moçambique", refere Nyusi, numa mensagem de condolências que endereçou ao seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Jorge Sampaio empenhou-se na necessidade de um aprofundamento contínuo das relações de amizade, cooperação e solidariedade entre Moçambique e Portugal, diz a nota de imprensa divulgada pela Presidência da República moçambicana.

O comunicado refere que Filipe Nyusi será representado nas exéquias fúnebres de Jorge Sampaio pelo ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita.

Jerónimo de Sousa destaca "elevadas responsabilidades políticas" e luta contra o fascismo
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, apresentou esta sexta-feira "sinceras condolências" ao PS e à família do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, enaltecendo as "elevadas responsabilidades políticas" que desempenhou e a luta contra a ditadura.

"No momento do falecimento de Jorge Sampaio, o PCP expressa ao PS e à sua família as nossas sinceras condolências. A Jorge Sampaio deve ser reconhecido o seu percurso democrático e de resistência ao fascismo, na qual releva, em particular, o papel desempenhado nos tribunais plenários nos anos da ditadura de numerosos antifascistas", sustentou o dirigente comunista aos jornalistas, no final de uma iniciativa de pré-campanha da CDU, no concelho de Coruche (Santarém).

Jerónimo de Sousa enalteceu também as "elevadas responsabilidades políticas" que Sampaio desempenhou, nomeadamente o cargo de secretário-geral do PS, o de presidente da Câmara de Lisboa, pela coligação 'Por Lisboa' com o PCP.

Adriano Moreira elogia "justiça natural" a que Sampaio sempre foi fiel
O antigo líder do CDS-PP Adriano Moreira elogiou hoje a "justiça natural" a que sempre foi fiel o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, assinalando o "desgosto da perda" que o país vive com a sua morte.

Em declarações à agência Lusa, o professor universitário e antigo líder centrista sublinhou a "adesão nacional" ao sentimento de perda com a morte de Jorge Sampaio, considerando que esta participação "no desgosto da perda" é "devida à justiça a que sempre foi fiel durante a sua vida pública e profissional".

"Eu acho que ele dirigiu o seu comportamento constantemente presidido pelo que, por vezes chamamos, a justiça natural e a primeira grande manifestação de que eu me recordo - porque ele era muito mais novo do que eu -- foi, enquanto estudante, a capacidade mobilizadora ou responsabilizando-se pelos problemas que os estudantes da universidade sustentavam nessa época", elogiou.

Na perspetiva de Adriano Moreira, foi "com o mesmo espírito" que Sampaio exerceu a profissão de advogado, considerando que "quando entrou na vida política este princípio da justiça natural esteve sempre presente nas decisões tomadas".



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