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Bloco de Esquerda mantém-se contra o Orçamento do Estado para 2022 e acusa Governo de intransigência

Catarina Martins afirma que socialistas apresentam uma proposta que mantém as injustiças no sistema fiscal.
Correio da Manhã 24 de Outubro de 2021 às 16:30
Bloco de Esquerda "tem muita vontade de contribuir para soluções para o País", disse Catarina Martins
Bloco de Esquerda 'tem muita vontade de contribuir para soluções para o País', disse Catarina Martins FOTO: CMTV

Bloco de Esquerda anuncia este domingo o seu sentido de voto no Orçamento do Estado para 2022. As conclusões da reunião da Mesa Nacional do BE foram apresentadas pela coordenadora do partido, Catarina Martins. 

A coordenadora do partido afirma que socialistas apresentam uma proposta que mantém as injustiças no sistema fiscal. A líder dos bloquistas afirma que o documento apresentado contém "medidas limitadas e dispersas". Catarina Martins lança um ultimato referindo que se o Governo não aceitar as nove propostas da Esquerda, o Bloco vai votar contra o documento. 



"Se até á próxima quarta-feira o Governo entender negociar o Orçamento do Estado, o Bloco de Esquerda responderá com disponibilidade e clareza para as soluções que aumentam os salários, que protegem o SNS e que garantem justiça para quem trabalhou toda a vida. Se o Governo insistir em impor recusas onde a esquerda podia ter avanços, o Bloco de Esquerda responderá pela sua gente - pelo povo que trabalha e pelo SNS que nos orgulha - e votará contra o Orçamento do Estado para 2022", avisou.

A bloquista afirma que o novo orçamento apresenta uma "política pouco ambiciosa no combate a pobreza" e acusa o Governo de excluir todas as propostas entregues pelo BE, apontando ao Executivo "intransigência". 

No que diz respeito à saúde, o "governo apresenta um regime de exclusividade que não tem exclusividade", explica a coordenadora bloquista. "[O OE2022] Não responde aos problemas dos restantes serviços públicos", sublinha. 

Na cultura, o documento "prevê uns irrisórios 0,25% de despesa consolidada", relembra Catarina Martins afirmando tratar-se de uma despesa insuficiente para o setor. 

O documento ignora também, defende a coordenadora, a crise energética "que exige uma resposta dupla".

"O bloco não desistiu de encontrar soluções", defende ainda. 

Catarina Martins afirma ainda que é preciso dar respostas às famílias agora, e não no futuro. 

Em atualização

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