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Fernando Medina ao ataque a Sócrates perante silêncio do PS no caso Marquês: "Corrói vida democrática"

Presidente da Câmara de Lisboa disse que o caso "é um manual do que está errado no sistema da Justiça".
Correio da Manhã 13 de Abril de 2021 às 22:56
Fernando Medina
Fernando Medina
Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, quebrou o silêncio do Partido Socialista perante a decisão instrutória da Operação Marquês, na qual o juiz Ivo Rosa fez cair 25 dos 31 crimes que o Ministério Público acusava José Sócrates.

"É a primeira vez na nossa história que teremos em julgamento um ex-primeiro-ministro e, independentemente, da natureza mais ou menos extensa do crime sabemos que é um crime em exercício de funções com uma moldura penal significativa", considerou o autarca no espaço de comentário que tem na TVI24, esta terça-feira, realçando que o caso "é um facto da maior gravidade e singularidade".

Medina atacou José Sócrates, dizendo que, como ele, alguém que "exerce funções de primeiro-ministro tem uma suprema responsabilidade, porque tem também um supremo privilégio que é ser depositário da esperança e da confiança de um país", e que por isso o caso significa que "há um rompimento de laços de confiança", isto sinalizando as "avultadas quantias financeiras" que "não resultavam de fortuna pessoal ou familiar" não foram justificadas pelo antigo primeiro-ministro.

Sem esta justificação, diz Medina, fica uma falha de "honrar a confiança" de quem elege os políticos. Ainda, o autarca sublinha que a própria democracia fica "inapelavelmente quebrada" pelos crimes imputados a José Sócrates, algo que, segundo diz, é facto que "corrói o funcionamento da vida democrática".

Fernando Medina termina dizendo que o caso "é um manual do que está errado no sistema da Justiça".
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