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Correio da Manhã

Política
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Catarina Martins diz que nova injeção no Novo Banco seria "insulto" ao País

Coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu que Portugal "precisa dos seus recursos" para apoiar os mais vulneráveis.
Lusa 14 de Maio de 2021 às 22:19
Catarina Martins
Catarina Martins FOTO: CMTV
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou esta sexta-feira que qualquer nova injeção do Fundo de Resolução no Novo Banco (NB) seria um "insulto" a um país que "precisa tanto dos seus recursos" para apoiar os mais vulneráveis.

Em Braga, durante a apresentação dos candidatos à Câmara e à Assembleia municipais locais, Catarina Martins instou o Parlamento a "ser claro", recusando qualquer nova injeção no NB.

"Construir soluções de futuro [para combate à crise] passará também já por este primeiro passo fundamental de o Parlamento ser claro e recusar que o Fundo de Resolução faça qualquer nova injeção no NB, porque ela não é necessária, porque ela seria um insulto a um país que precisa tanto dos seus recursos para apoiar quem está mais vulnerável", referiu.

A líder do Bloco sublinhou que agora foi o próprio Tribunal de Contas "a dizer que uma injeção do Fundo de Resolução no NB será sempre um encargo para os contribuintes e um encargo para os contribuintes que nenhum contrato pode justificar".

"E ninguém diga que é pouco dinheiro, porque a cada ano tem ido mais para o NB do que praticamente o equivalente a três vezes o aumento extraordinário das pensões mais baixas", acrescentou.

Para Catarina Martins, é preciso "haver justiça na resposta à crise", o que, na sua opinião, passa por "não permitir que à banca seja dado tudo o que é negado às pessoas que tanto precisam".

Na sua intervenção, e numa alusão ao poder local, a coordenadora do Bloco de Esquerda vincou ainda a necessidade de haver mais escrutínio

Para Catarina Martins, no poder local o escrutínio "é muito pouco" e a transparência "deixa muito a desejar".

A candidata do Bloco à Câmara de Braga, Alexandra Vieira, apontou como metas "eleger para a vereação" e reforçar a representação do partido na Assembleia Municipal e nas assembleias de freguesia.

VCP // RBF

Lusa/Fim

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