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Correio da Manhã

Política
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Chega pede ao MAI medidas para evitar entrada de suspeitos de terrorismo em Portugal

André Ventura já tinha defendido, em declarações aos jornalistas, que deve haver mais escrutínio ao acolhimento de refugiados.
Lusa 4 de Setembro de 2021 às 13:29
André Ventura
André Ventura
O deputado e líder do Chega, André Ventura, questionou hoje o Ministério da Administração Interna sobre os "mecanismos de controlo" que considera que devem ser adotados para evitar a entrada em Portugal de suspeitos de ligações ao terrorismo.

André Ventura, numa pergunta dirigida, através da Assembleia da República, ao ministro Eduardo Cabrita, refere a detenção, na quarta-feira, de dois iraquianos suspeitos de ligações ao grupo terrorista Daesh (também conhecido como ISIS e Estado islâmico) e que chegaram a Portugal em 2017 ao abrigo de um programa de acolhimento de refugiados.

"De que forma, com que meios e mecanismos de controlo, assegurará o Ministério da Administração Interna que nos mais diversos acolhimentos de refugiados que se venham a verificar, Portugal não voltará a deparar-se com situações como aquela que agora se verifica?", questiona o deputado do Chega no requerimento enviado ao Ministério da Administração Interna (MAI).

André Ventura, que cita e refere informações divulgadas pelos meios de comunicação social nos últimos dias, pergunta ainda a Eduardo Cabrita se "é ou não verdade que já em 2018 um relatório do SIS havia considerado que esta situação [dos dois iraquianos agora detidos] configurava um risco para a segurança interna nacional" e "se sim, porque só agora em 2021 se tomaram medidas concretas face a esta situação".

O deputado pede que sejam esclarecidos os "mecanismos de investigação e controlo" que "foram acionados" para confirmar as suspeitas que recaíam sobre os dois homens desde 2017 e que medidas "pretende acionar" o MAI para que "em território nacional" não se repitam "situações paralelas".

"Vários têm sido os momentos em que o CHEGA tem insistentemente alertado para a necessidade de monitorizar devidamente a entrada de refugiados no nosso país através de legislação e mecanismos de controlo efetivos que com o devido filtro acautelem este perigo", lê-se no texto dirigido por André Ventura a Eduardo Cabrita, onde o deputado insiste num "apertar do crivo e do filtro de todas as políticas de migração e acolhimento de refugiados".

Na sexta-feira, André Ventura já tinha defendido, em declarações aos jornalistas, que deve haver mais escrutínio ao acolhimento de refugiados, considerando que a recente disponibilidade do Governo para receber afegãos deve ser vista "com atenção por parte do Governo".

O Chega, partido nacionalista inscrito no Tribunal Constitucional em 09 de abril de 2019, advoga, no seu programa político, disponível no seu `site´, restrições à imigração, e privilegia o que designa de "dever de salvaguarda da coesão sociocultural de Portugal e da Europa contra a ascendência do multiculturalismo" face à "salvaguarda de razões humanitárias e de interesses económicos das migrações".

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