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Correio da Manhã

Política

Chega recorda impostos e cortes nas pensões no tempo da 'troika' e critica PSD

Líder do Chega criticou o nível de impostos sobre o rendimento durante arruada em Viseu.
Lusa 19 de Janeiro de 2022 às 19:02
André Ventura em campanha
André Ventura em campanha FOTO: José Coelho / Lusa
O líder do Chega, André Ventura, afirmou esta quarta-feira que os portugueses também "não se devem esquecer" do aumento de impostos e cortes nas pensões durante o período da 'troika', pelo Governo PSD/CDS-PP, liderado por Passos Coelho.

"O PS tem responsabilidade nisto [nível de impostos sobre o rendimento], mas antes houve uma governação do PSD que aumentou impostos, diminuiu pensões e que os portugueses não se devem esquecer disso quando votarem no dia 30", salientou Ventura, que ainda em dezembro tinha publicado na rede social Twitter que Pedro Passos Coelho, "se quiser, será deputado do Chega".

André Ventura falava no final de uma arruada pelo centro histórico de Viseu, por onde também está esta quarta-feira a campanha do PSD, apesar de as comitivas não se terem cruzado na arruada.

"No consumo pagamos uma brutalidade [de impostos], no rendimento pagamos uma brutalidade, e até no imposto sucessório pagamos uma brutalidade. Rui Rio vem hoje a Viseu e tem que explicar porque é que o PSD deixou o país com esta enorme carga fiscal, porque isto não é só responsabilidade do PS", apontou, considerando que os sociais-democratas têm uma "grande responsabilidade" no estado do país, "em matéria de impostos, saúde e pensões".

Questionado sobre a constante mudança de postura face aos potenciais parceiros de direita -- entre um discurso conciliador e uma postura crítica -, André Ventura referiu que o Chega não ficará calado.

"Se o PSD estiver à espera de um membro de uma plataforma, de um parceiro, que esteja lá para ser muleta e nunca criticar, não é connosco que contam. Se o PSD tem responsabilidades, não é por estarmos à direita que não vamos dizer que o PSD não tem responsabilidades", frisou.

Apesar disso, Ventura sinalizou que sentiu "um ambiente mais favorável para uma maioria direita", mas vincou que se Rui Rio "quiser uma maioria de direita em que todos os partidos estão calados e só o PSD é que fala" não contará com o Chega.

"Essa não é a nossa maioria", vincou.

Pelo centro histórico de Viseu, o Chega andou a distribuir canetas e panfletos, ao ritmo de palavras de ordem dos simpatizantes, com uma militante à cabeça da comitiva, a bater às portas de comerciantes, para receberem Ventura e cumprimentarem-no.

Ventura recebeu algumas palavras de apoio, também desabafos sobre os problemas do pequeno comércio e até promessas de voto no Chega.

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