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Correio da Manhã

Política
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Coligação com o CDS divide núcleo duro de Rui Rio

Acordo pré-eleitoral com os centristas e com o PPM é decidido na próxima terça-feira.
Salomé Pinto 5 de Dezembro de 2021 às 07:35
Líder do PSD, Rui Rio, e o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, firmaram uma coligação para as Autárquicas
‘Vice’ da bancada do PSD
Líder do PSD, Rui Rio, e o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, firmaram uma coligação para as Autárquicas
‘Vice’ da bancada do PSD
Líder do PSD, Rui Rio, e o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, firmaram uma coligação para as Autárquicas
‘Vice’ da bancada do PSD
Uma coligação com o CDS para as Legislativas de 30 de janeiro está a “dividir muito” a direção nacional do PSD, admitiu este sábado o líder social-democrata, Rui Rio. “Há elementos que são a favor e outros que não são a favor, a decisão será tomada pela direção na próxima terça-feira”, sublinhou Rio, sem desvendar o seu posicionamento quanto a um acordo pré-eleitoral que, fez saber, a avançar “será só com o CDS e eventualmente o PPM”.

Porém, fontes ligadas ao núcleo duro de Rio confessaram ao CM que dificilmente avança uma coligação com o CDS. Há pontos positivos, como conseguir um maior número de eleitos, mas a situação de conflito interno entre os centristas não abona a favor do PSD nem a sombra do passismo e da troika que está colada à coligação PSD/CDS. Além de que, a seguir às Legislativas, o CDS terá eleições internas, o que pode complicar os nomes já antes escolhidos para as listas de coligação. Do lado dos centristas, uma fonte disse ao CM que “aguarda por novidades para a semana”. O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, anunciou este sábado que o “partido dará novidades nos próximos dias”.

Antes, é preciso fechar as listas de candidatos a deputados para as Legislativas de 30 de janeiro. E é neste ponto que a direção nacional se encontra focada até ao conselho nacional de terça-feira, que irá votar os nomes propostos. Este sábado, terminou a ronda negocial entre a direção do PSD e as distritais do Norte e Centro do País. E, ao contrário do que esperava a comitiva de Rui Rio, “as estruturas não levantaram ondas, porque ao terem apoiado Rangel sentem-se desautorizadas”, adiantou ao CM uma fonte do partido. A direção deverá retirar das listas aqueles que foram desleais ao líder do PSD, como Alberto Machado e Cancela Moura, da distrital do Porto, e Carlos Peixoto, atualmente deputado eleito pela Guarda.

Baptista Leite será apontado para liderar Lisboa
O vice-presidente da bancada do PSD, Ricardo Baptista Leite, está a ser equacionado por Rui Rio para encabeçar a lista por Lisboa, sabe o CM. Outra possibilidade é Joaquim Sarmento, líder do conselho estratégico nacional. Miguel Poiares Maduro, que apoiou Paulo Rangel, também seria uma hipótese, mas não está disponível como também não estaria caso Rangel tivesse ganho as eleições diretas.
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