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Correio da Manhã

Política
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Coligação PSD/CDS-PP é "única hipótese de derrotar" PS em Lisboa, defende Francisco Rodrigues dos Santos

Líder do CDS recusou avançar com um nome sobre um possível candidato para enfrentar atual presidente da Câmara, Fernando Medina.
Lusa 27 de Janeiro de 2021 às 07:58
Francisco Rodrigues dos Santos, CDS
Francisco Rodrigues dos Santos, CDS FOTO: Tiago Petinga / Lusa
O presidente do CDS-PP considera que uma coligação PSD/CDS-PP nas eleições autárquicas é a "única hipótese" para derrotar o atual presidente da Câmara de Lisboa, o socialista Fernando Medina, mas recusa adiantar quem poderá ser o candidato.

Em entrevista à Lusa por ocasião do primeiro aniversário da sua eleição como presidente do CDS-PP, no último congresso do partido, Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que, "atendendo ao quadro político" da capital, PSD e CDS têm "tudo a ganhar" em "entender-se para apresentar listas conjuntas".

"Parece-me a única hipótese de derrotar Fernando Medina e o socialismo e, como esse é o grande objetivo, acho que temos de trabalhar e dialogar para encontrar a melhor solução possível", salientou.

O líder do CDS considerou que o presidente do PSD, Rui Rio, também tem dado sinais que "vão nesse sentido, de que existe de facto a perceção de que o centro-direita forte e uma direita unida, uma frente de centro-direita pode derrotar o socialismo".

"Por isso, temos de dialogar para chegarmos a um entendimento e um candidato que seja capaz de unir o nosso espaço e a nossa família política", frisou.

Porém, se os dois partidos não chegarem a acordo, não haverá "dificuldade nenhuma em liderar uma candidatura CDS", assegura o líder centrista.

"Nós fomos sozinhos há quatro anos e lideramos a oposição em Lisboa, portanto, o CDS não tem medo nem receio de ir sozinho, e temos várias hipóteses no partido e até na sociedade civil que estão disponíveis para ser candidatos pelo CDS na Câmara Municipal de Lisboa", destacou, excluindo-se dessa equação.

Respondendo aos que o apontaram como possível candidato a presidente da câmara da capital, como o deputado e líder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira, Francisco Rodrigues dos Santos afirmou que "não tem que ir a todas" e considerou que isso daria a ideia de que o CDS "está seco de figuras e órfão de protagonistas, o que não é o caso".

"O partido tem várias personalidades e figuras de qualidade, de prestígio, de competência, nós não somos um partido unipessoal, temos também que dar espaço a outras figuras dentro do CDS, e centrar o presidente naquilo que é essencial, na oposição ao Governo socialista para que se construa uma alternativa de centro-direita para derrubar António Costa", advogou.

Questionado sobre quem poderá encabeçar essa coligação PSD/CDS-PP em Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos assinalou que "há vários bons nomes", mas recusou "desvendar muito a estratégia" para não "comprometer os convites e a possibilidade de se materializar essa melhor solução".

Reiterando que "o CDS estará, com toda a certeza, disponível" para "alianças pré-eleitorais" com o PSD, o presidente centrista adiantou que "têm sido tomadas algumas diligências nesse sentido" não só relativamente a Lisboa, como a nível nacional, com um "acordo chapéu".

"Eu espero que possa estar concluído e assinado a breve trecho", referiu, mas escusou-se a estimar quando poderá ser conhecido o acordo, ressalvando que "isto também depende das negociações entre os dois partidos".

Rodrigues dos Santos estabeleceu ainda como objetivos nas autárquicas deste ano "apresentar listas fortes", "reforçar a malha de autarcas" do CDS e ainda "derrotar o socialismo no maior número de concelhos do país".

Questionado sobre ter dito que irá tirar as suas "próprias ilações" do resultado do partido nas eleições autárquicas, o presidente democrata-cristão defendeu que "os balanços têm sempre de ser feitos", e disse estar "objetivamente otimista".

"Eu não coloco a hipótese de as coisas correrem mal", frisou, advogando que "o CDS se bate bem nas eleições autárquicas".

Em 2017, o CDS-PP conseguiu aumentar a sua representação na Câmara de Lisboa para quatro vereadores, enquanto o PSD conta com dois eleitos.

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