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Correio da Manhã

Política
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CDS-PP reúne Comissão Política de urgência para analisar situação no País e no partido

Reunião está marcada para as 21h00. Congresso do partido, agendado para novembro, pode ser adiado devido ao chumbo do Orçamento do Estado para 2022.
Lusa 28 de Outubro de 2021 às 11:00
Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS
Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS FOTO: Lusa
O CDS-PP convocou para esta quinta-feira uma reunião da Comissão Política Nacional, órgão alargado de direção do partido, "com caráter urgente", para "análise da situação política do partido e do país", disse à Lusa fonte oficial.

"Foi convocada ontem [quarta-feira], ao fim da tarde, reunião da Comissão Política Nacional do CDS-PP, com caráter urgente, para o dia de hoje, quinta-feira, na sede nacional do partido, pelas 21h00, com um único ponto da ordem de trabalhos: análise da situação política do partido e do país", divulgou a fonte, numa nota escrita.

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, tinha admitido que o congresso do partido pudesse ser adiado caso o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) fosse chumbado, como se verificou na quarta-feira.

"O CDS tem órgãos próprios que têm competências para avaliar a dinâmica do próprio calendário político, e se isso vier a acontecer é uma discussão que estará em aberto certamente no nosso partido", afirmou a 14 de outubro Francisco Rodrigues dos Santos.

O 29.º Congresso do CDS-PP está agendado para os dias 27 e 28 de novembro.

O candidato à liderança do CDS e eurodeputado Nuno Melo escreveu hoje de manhã na rede social Facebook: "Quem queira evitar o voto dos militantes, num congresso que por vontade própria pediu, com medo afinal de o perder, depois da soberba de quem esmagaria outras alternativas, não terá qualquer legitimidade, nem respeito por si próprio, representando CDS em legislativas perante o país".

"E quem queira apresentar-se nas urnas no final de janeiro ou início de fevereiro, num momento em que já terminou o mandato, perdeu qualquer noção do sentido da democracia que o CDS ajudou a fundar em Portugal", concluiu.

A Assembleia da República 'chumbou' na quarta-feira, na generalidade, o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) com os votos contra do PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e IL, abrindo caminho a eleições legislativas antecipadas.

O PS foi o único partido a votar a favor da proposta orçamental, que mereceu as abstenções do PAN e das duas deputadas não-inscritas, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

Antes da votação, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha avisado que perante um chumbo do OE2022 iria iniciar "logo, logo, logo a seguir o processo" de dissolução do parlamento e de convocação de eleições legislativas antecipadas.

Horas depois, Marcelo reuniu-se com o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, no Palácio de Belém, em Lisboa.

As legislativas antecipadas têm de se realizar nos 60 dias seguintes à dissolução do parlamento e de ser marcadas nesse mesmo momento, de acordo com o artigo 113.º da Constituição da República Portuguesa.

Para dissolver a Assembleia da República, o Presidente tem de ouvir os partidos parlamentares, o que acontece no sábado, e o Conselho de Estado, que se reúne na quarta-feira.

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