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Correio da Manhã

Política
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Congresso do Chega arrancou em Viseu com Ventura a vincar as fraturas no PSD e CDS

Deputado afirmou aos jornalistas ter "muita esperança de sair reforçado" do encontro.
Lusa 26 de Novembro de 2021 às 21:19
André Ventura, líder do Chega
André Ventura, líder do Chega FOTO: Lusa
O IV Congresso do Chega começou às 20:38 desta sexta-feira em Viseu, com o líder, André Ventura, a tentar vincar as diferenças com o PSD e o CDS-PP, dois partidos "em estado de pré-destruição".

Com cerca de 40 minutos de atraso relativamente à hora inicialmente marcada, o congresso arrancou às 20:38 com algumas centenas de delegados a marcarem presença, num universo de cerca de 600.

À entrada para o Expocenter de Viseu, Ventura afirmou aos jornalistas ter "muita esperança de sair reforçado" do congresso, assim como a sua Direção Nacional, e reiterou que a "unidade é que o é preciso para conquistar os portugueses" nas próximas eleições legislativas.

"Acho que é importante termos a noção de que o partido tem de se apresentar como uma alternativa credível e sólida, sobretudo com o PSD em estado de pré-destruição, na iminência de mais uma divisão interna fraturante (...) e, portanto, o Chega tem de ocupar esse espaço", disse.

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No discurso de arranque do Congresso, o presidente da Mesa também salientou que, "numa altura em que os outros partidos se envolvem em disputas internas, é hora de mostrar que o Chega é um partido unido e coeso à volta do seu líder".

Pouco depois de ter sido exibido um vídeo centrado em André Ventura, o líder do Chega tomou posse como presidente, perante uma sala em que a maioria dos militantes utilizava máscara, depois de ter sido eleito nas eleições diretas para a presidência do partido no início de novembro.

Convocado depois de o Tribunal Constitucional ter considerado que as alterações estatutárias introduzidas pelo Chega no Congresso de Évora, em setembro de 2020, eram ilegais, a quarta reunião magna do partido visa ratificar as alterações então aprovadas.

André Ventura avançou também à Lusa que irá apresentar listas próprias para a Direção, Jurisdição e Mesa do Chega, assim como alterações "aos órgãos, à organização do partido e a algumas questões de natureza mais técnica".

Segundo consta no site do partido, além das moções de Ventura, foram até ao momento introduzidas duas outras moções estatutárias, que visam reduzir a duração dos mandatos das estruturas locais e que os conselhos de jurisdição distrital passem a ter competências para a instauração e análise de processos disciplinares.

Com uma duração de três dias, o Congresso do Chega deverá terminar no domingo, após o anúncio dos resultados eleitorais.

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