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Correio da Manhã

Política
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Costa declara que voto das pessoas serve para definir "o que é que os Governos querem fazer"

António Costa reiterou que Rui Rio, "vai escondendo o seu programa, mas, sempre que diz", releva que "não quer o aumento do salário mínimo, quanto mais dos outros, não quer o aumento das pensões".
Lusa 23 de Janeiro de 2022 às 14:10
António Costa
António Costa FOTO: Lusa
O secretário-geral do PS defendeu este domingo que "as maiorias ou minorias" são "o fruto do voto das pessoas", e que o eleitorado é que define "o que é que os Governos querem fazer".

"As maiorias ou minorias é o fruto do voto das pessoas, o que é importante é o voto das pessoas e o voto das pessoas serve para quê? Para o que é que os Governos querem fazer", afirmou António Costa.

O secretário-geral socialista falava aos jornalistas durante uma arruada em Caxinas, Vila do Conde, onde foi recebido por centenas de simpatizantes com grande efusão, tendo recebido abraços, beijinhos, agradecimentos pelo trabalho que fez, e muitas promessas de votos.

Na arruada mais participada desde o início da campanha - onde António Costa foi acompanhado pelo rufar constante dos tambores e a melodia de uma gaita de foles - o secretário-geral do PS disse aos jornalistas que considera que "a campanha do PS tem vindo num crescendo ao longo de toda a semana, e isso revela o crescendo de força que esta campanha tem vindo a dar ao PS e à proposta do PS".

"Conforme para as pessoas vai ficando claro o que é que está em causa - entre a melhoria dos rendimentos ou o congelamento dos rendimentos, entre o reforço do SNS ou enfraquecer o SNS, entre uma Segurança Social que proteja todos ou uma Segurança Social que se vai enfraquecendo -, as pessoas percebem bem qual é a diferença e, percebendo a diferença, o que as pessoas nos pedem é: força que vamos continuar em frente, vamos continuar a avançar", salientou.

Retomando às críticas que tem feito durante a campanha ao PSD, António Costa reiterou que o líder social-democrata, Rui Rio, "vai escondendo o seu programa, mas, sempre que diz", releva que "não quer o aumento do salário mínimo, quanto mais dos outros, não quer o aumento das pensões".

"E o que é que as pessoas pedem? Aumento dos salários, das pensões, viverem melhor. É essa ambição que todo o país tem e todo o país sabe que, desde 2016 para agora, mesmo com o drama da pandemia, nós temos sido capazes de. passo a passo, ir continuando a melhorar, e é esse continuar a avançar que é preciso, é esse continuar a avançar que vai continuar a existir", referiu.

Questionado se está assustado com as sondagens - o 'tracking poll' divulgado no sábado à noite pelo canal televisivo CNN colocava, pela primeira vez, o PSD à frente do PS - António Costa respondeu: "Não, estou muito sereno, estou muito tranquilo, e este apoio popular revela bem a confiança que o país tem no PS e na necessidade de darmos continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer desde 2016, porque em todos os domínios, nós temos provado bem".

Interrogado ainda se fecha completamente a porta a um cargo europeu nos próximos quatro anos, o também primeiro-ministro respondeu: "O que é que estamos a discutir em Bruxelas, quando o que se está a discutir é o que é que no próximo fim de semana os portugueses no vão decidir para Portugal e cá estou eu. Eu nunca virei as costas ao país nos momentos mais difíceis e não estou aqui a virar as costas ao país, estou aqui a lutar. Há umas pessoas que dizem que eu estou cansado, eu não estou cansado, estou cheio de energia para continuar a dar o combate que é necessário dar".

Durante a arruada, António Costa foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal local, Vítor Costa, pelo líder da Federação do Porto do PS, Manuel Pizarro, tendo também, a metade da arruada, sido acompanhado pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

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