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Correio da Manhã

Política
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Costa espera conseguir "maioria reforçada e duradoura" na próxima sessão legislativa

"Uns acham que sou otimista, mas sou sobretudo confiante no meu país e nos portugueses", disse o primeiro-ministro.
Lusa 27 de Outubro de 2021 às 18:47
António Costa faz último apelo antes da votação do OE
António Costa faz último apelo antes da votação do OE FOTO: Mário Cruz / Lusa
O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira esperar que o chumbo da proposta de Orçamento do Governo represente uma "vitória de Pirro" dos partidos de direita e que na próxima sessão legislativa tenha "uma maioria reforçada e duradoura" o parlamento.

Esta alusão ao cenário de eleições legislativas antecipadas por foi feita por António Costa a meio do seu discurso que encerrou o debate parlamentar da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022 - diploma que minutos depois foi reprovado com os votos do PSD, Bloco de Esquerda, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal.

"Uns acham que sou otimista, mas sou sobretudo confiante no meu país e nos portugueses. Confio por isso que esta vitória da direita seja uma vitória de Pirro", começou por dizer o líder do executivo.

Depois de nova referência à "frustração dos 2,74 milhões de eleitores" de esquerda nas eleições legislativas de 2019, António Costa levantou a bancada do PS com a seguinte frase: "Espero que tudo isto se possa converter numa maioria reforçada, estável e duradoura numa próxima sessão legislativa".

"Tenho pena que não se pretenda tirar todo o potencial desta solução governativa e se considere prematuramente fechada a ideia de que há caminho para andar", lamentou depois, numa crítica ao voto contra do Bloco de Esquerda, PCP e PEV.

António Costa considerou depois que os dois dias de discussão do Orçamento "foram de facto um debate à esquerda em que a direita esteve praticamente ausente".

"A direita fechou para obras e, manifestamente, não é ainda uma alternativa à governação do país. Limita-se à nova ladainha que é comparar a convergência europeia, escondendo um facto determinante: É que os únicos anos do princípio deste século em que Portugal cresceu acima da média europeia foram 2009, depois 2017, 2018 e 2019. E tudo se prevê que também em 2021", acrescentou.

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