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Correio da Manhã

Política
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Cotrim Figueiredo pede votos na IL em vez de desejos de sorte em Setúbal

"Quem quer, efetivamente mudar, tem um voto útil, tem um voto seguro que é um voto na Iniciativa Liberal".
Lusa 23 de Janeiro de 2022 às 13:59
"Ainda é muito cedo para se cantar vitória" diz líder da IL
'Ainda é muito cedo para se cantar vitória' diz líder da IL FOTO: CMTV
O presidente da Iniciativa Liberal (IL) foi este domingo ao Mercado do Livramento, em Setúbal, pedir que os desejos de sorte se transformem em votos e garantir que recusará um governo de bloco central por ser "mau" para Portugal.

Entre as muitas bancas que visitou, João Cotrim Figueiredo parou na da peixeira Piedade que, depois de lhe perguntar se a campanha estava a correr bem, lhe desejou sorte para os dias que faltam.

Apesar de agradecer a simpatia, o liberal pediu que os desejos de boa sorte de Piedade, que não parou de amanhar o peixe apesar dos olhares centrados em si, se transformassem em votos no próximo domingo 30 de janeiro.

"Quem quer, efetivamente mudar, tem um voto útil, tem um voto seguro que é um voto na Iniciativa Liberal", afirmou.

Cotrim Figueiredo, que já por várias vezes disse que recusará integrar um governo que inclua o Chega, afastou também uma solução de bloco central.

Nessa sequência, o liberal recordou que o PSD não excluiu "taxativamente" a possibilidade de um bloco central, algo que com a IL não acontecerá.

"Esse cenário [bloco central] não foi afastado e, portanto, aquilo que nós queremos dizer claramente a quem votar em nós é que, esse voto, não irá parar a um bloco central", frisou.

Na justificação, o presidente da IL explicou não querer um bloco central porque essa "tendência para harmonizar e esbater todas as diferenças entre as alternativas tem sido mau para o país".

E, por esse motivo, a Iniciativa Liberal não vai colaborar para um cenário desses, ressalvou.

Contudo, e numa banca onde aproveitou para provar uma ostra e ouvir que a mesma se abre sempre da esquerda para a direita, Cotrim Figueiredo comentou que, tal como a ostra, também o país está a ir da esquerda para a direita.

"Os estudos de opinião, que nós não comentamos em detalhe porque estão sempre dentro da margem de erro, têm mostrado essa tendência", aproveitou para referir, entre sorrisos.

Além disso, o liberal sublinhou que tem sido "interessante", do ponto de vista político e contrariamente ao que muitos diziam, ter o PSD e a IL a subir ao mesmo tempo.

"Podem as duas forças políticas subir ao mesmo tempo e, isso, é bom para as pessoas perceberem que a utilidade do voto na IL não vai tirar os votos a outra ou outras forças que possam vencer a alternativa", concluiu.

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