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Correio da Manhã

Política
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Governo diz que chumbo do Orçamento compromete avanços nos salários, pensões, SNS e leis laborais

Aviso foi transmitido pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.
Lusa 25 de Outubro de 2021 às 17:03
Duarte Cordeiro
Duarte Cordeiro

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares advertiu esta segunda-feira que, se o Orçamento for chumbado, ficarão comprometidos um conjunto de medidas em matérias como salários, pensões, Serviço Nacional de Saúde (SNS) e legislação laboral.

Este aviso sobre as consequências do chumbo da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, na generalidade, já na quarta-feira, no parlamento, foi transmitido por Duarte Cordeiro em conferência de imprensa.

"A não viabilização do Orçamento compromete um conjunto importante de avanços, em particular os salários, pensões, SNS e legislação laboral", declarou o membro do Governo, que ainda deixou mais um recado:

"Será difícil explicar aos portugueses que todas estas melhorias nas suas vidas estão postas em causa", afirmou.

Perante os jornalistas, Duarte Cordeiro defendeu que, ao longo das negociações, "o Governo tem tudo uma postura séria e dedicada", aceitando "alargar o espaço de entendimento para além do Orçamento".

"Se, por um lado, o Governo nunca tinha ido tão longe, também nunca antes o Governo tinha sentido um nível de exigência tão grande. Talvez isso explique a dificuldade que estamos a ter [para a viabilização do Orçamento], apesar de tantos avanços e de tantas conquistas", declarou.

Para o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, "os avanços alcançados ao longo das negociações são sempre vistos como insuficientes" por parte do Bloco de Esquerda, PCP e PEV.

"Isso, sempre num contexto baseado nas ideias desses partidos de que o país já recuperou totalmente da crise pandémica, avaliação que o Governo não tem, e de que o próximo ano vai ser tranquilo que permitirá consagrar todas as realidades e mais alguma, outra avaliação que o Governo obviamente também não faz", disse.

Na perspetiva de Duarte Cordeiro, cabe aos partidos que já anunciaram que vão votar contra "explicar as razões pelas quais o fazem, apesar dos avanços alcançados".

"O Governo está disponível para continuar a negociar até quarta-feira, mas não sentimos da parte desses partidos qualquer aproximação em matéria alguma. Estamos expectantes no sentido de perceber se essa disponibilidade se traduz em algum tipo de aproximação, algo que, neste momento, não temos conhecimento", acrescentou.

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