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Correio da Manhã

Política
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Governo português condena sabotagem e considera que UE está sob ataque

Discurso da presidente da Comissão Europeia, e a Carta de Intenções da Comissão, vão ao encontro de muitas das prioridades do Governo.
Lusa 28 de Setembro de 2022 às 17:44
gás russo
gás russo FOTO: RADOVAN STOKLASA/reuters
O secretário de Estado dos Assuntos Europeus considerou esta quarta-feira que a União Europeia (UE) está sob ataque, numa alusão à sabotagem das condutas do Nordstream I e II, e elogiou a atuação da presidente da Comissão.

Esta posição foi transmitida por Tiago Antunes na abertura do debate parlamentar sobre o "estado da União".

"A União Europeia está sob ataque, como o ato de sabotagem às condutas do Nordstream I e do Nordstream II demonstra. Para além do atentado à soberania e integridade territorial da Ucrânia, é a própria União Europeia que é diretamente visada, por quem não tem pejo em fazer da energia, como da comida, e em geral da escalada de preços, armas que visam atingir o nosso modo de vida", declarou, numa alusão à atuação da Rússia ao nível da sua política externa e à intervenção militar deste país na Ucrânia.

Para Tiago Antunes, o recente discurso da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, sobre o estado da União, foi tão certeiro, ao colocar a guerra de agressão contra a Ucrânia no centro das preocupações europeias".

"E ao identificar como prioritárias as respostas da União Europeia para lidar com as consequências desta guerra, seja no plano da energia ou do apoio à economia e aos cidadãos, seja no plano da democracia e do respeito pelo Estado de Direito", completou o secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

De acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, o Governo português verificou "com satisfação" que, tanto o discurso da presidente da Comissão Europeia, como a Carta de Intenções da Comissão, vão ao encontro de muitas das suas prioridades.

"No plano da energia, e para lá das respostas de curto prazo que estão atualmente em discussão, salientamos, desde logo, a aposta no hidrogénio verde, com a criação de um Banco de Hidrogénio, orçamentado em três mil milhões de euros. Juntamente com o anúncio de uma reforma estrutural do mercado interno de eletricidade, esta iniciativa está perfeitamente alinhada com as opções que Portugal tem adotado neste domínio", sustentou.

Tiago Antunes considerou ainda que registou "a preocupação da Comissão em dotar a União Europeia de maior autonomia face a crises externas, designadamente com impacto na procura por matérias-primas críticas".

"O anúncio do ato legislativo sobre matérias-primas essenciais e o Fundo Europeu de Soberania -- que acompanhamos com grande interesse --, trarão maior segurança às cadeias de valor europeias e irão robustecer a nossa indústria", acrescentou.

 

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