Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
9

IL diz que Portugal precisa de um antibiótico contra o socialismo

João Cotrim Figueiredo acusou o PS de "agitar fantasmas do medo e cenários absolutamente irrealistas".
Lusa 17 de Janeiro de 2022 às 17:23
A carregar o vídeo ...
IL diz que Portugal precisa de um antibiótico contra o socialismo
O presidente da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, disse esta segunda-feira que Portugal precisa de um antibiótico contra o estatismo e o socialismo e que a IL é a primeira dose desse antibiótico.

No final de um almoço com a comissão de honra do partido, num restaurante em Lisboa, o liberal 'apontou a mira' ao PS, acusando-o de andar a "agitar fantasmas do medo e cenários absolutamente irrealistas" só para fazer crer às pessoas que a única hipótese sensata que há no país é votar nele.

"Tem feito um apelo ao voto útil e uma dramatização e instrumentalização do medo que me parece inaceitável", frisou.

Para Cotrim Figueiredo, é inadmissível que António Costa, secretário-geral do PS, ande a dizer às pessoas que se não for o PS a governar vai ser uma desgraça.

"Anda a dizer nós conseguimos, nós sozinhos é que temos que governar o país e nem tem coragem de pedir uma maioria absoluta, mas já está a exigir que todos afinem com o diapasão do PS", reforçou.

Se a estratégia do PS é dramatizar e gerar medo nas pessoas prova que está completamente "vazio de ideias", afiançou.

Por isso, no entender de Cotrim Figueiredo é altura do PS dizer o que vai fazer com o voto das pessoas após as eleições legislativas de 30 de janeiro.

"Andam vocês [jornalistas] há semanas a perguntar o que é que vai acontecer e ele não tem uma resposta. É verdade ou mentira", atirou.

Na sua opinião, António Costa tem de dizer "exatamente" o que é que vai fazer num cenário de não ter maioria absoluta e num cenário de não ser o partido mais votado.

Este é o momento de o PS propor o que tem de propor aos portugueses e não andar a agitar com o Orçamento de Estado de 2022, que foi chumbado e não vai voltar a ser aprovado, sublinhando que a "geringonça está morta".

Dessa forma, o presidente da IL concluiu que a única hipótese é não votar no PS, acrescentando ter recebido muitas mensagens de socialistas desagradados com a forma como aquele partido se transformou "numa agência de empregos e não num partido".

Ver comentários