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Correio da Manhã

Política
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Jerónimo de Sousa mantém 'apoio' ao PS independentemente do resultado das autárquicas

Líder PCP acusou ainda a direita de ter montado uma “ofensiva premeditada” para evitar realização do Avante no ano passado.
Wilson Ledo e Andresa Pereira 4 de Setembro de 2021 às 09:20
Mensagem do líder comunista voltou a ser gravada, para evitar aglomerações no primeiro dia da ‘rentrée’
Edição deste ano assinala também o centenário da criação do PCP
Mensagem do líder comunista voltou a ser gravada, para evitar aglomerações no primeiro dia da ‘rentrée’
Edição deste ano assinala também o centenário da criação do PCP
Mensagem do líder comunista voltou a ser gravada, para evitar aglomerações no primeiro dia da ‘rentrée’
Edição deste ano assinala também o centenário da criação do PCP
O secretário-geral do PCP admitiu esta sexta-feira que o resultado do partido nas próximas eleições autárquicas não irá alterar a relação com o PS nas negociações do Orçamento do Estado. “São duas coisas claramente separáveis”, afirmou Jerónimo de Sousa, em entrevista à CMTV.

Sobre as prioridades para as contas do próximo ano, reforçou que “se tende a atirar para o Orçamento de 2022, que não existe”, medidas já aprovadas. “A batalha fundamental, neste momento, é levar à concretização daquilo que foi aprovado”, disse.

O secretário-geral comunista começou a 45ª Festa do Avante a acusar os partidos da direita de terem montado uma “ofensiva premeditada” para evitar a realização da ‘rentrée’ comunista no ano passado, em contexto de pandemia. “Nada tinha a ver com preocupações com a saúde pública”, lamentou.

À semelhança da edição de 2020, para evitar ajuntamentos, a mensagem gravada de Jerónimo de Sousa voltou a ser transmitida pelos altifalantes no recinto da Quinta da Atalaia.

“Quase conseguiram que o medo de morrer se transformasse em medo de viver, com os confinamentos excessivos com consequências na saúde de muitos portugueses”, reforçou.

Jerónimo de Sousa aproveitou para desejar força aos candidatos da CDU às eleições autárquicas. “Nos sítios onde somos poder, há uma confiança de que é possível manter e até reforçar”, disse à CMTV.

O discurso principal, mais focado nas reivindicações do PCP, está marcado para este domingo.

Centenário com música nacional e debates
Na segunda edição em contexto de pandemia, a Festa do Avante vai poder receber 40 mil pessoas na Quinta da Atalaia, mais 23 mil do que no ano passado. O centenário do PCP será evocado em diferentes momentos, incluindo de conversa, já que o programa integra mais de 60 debates. Já na música, a ‘rentrée’ comunista volta a homenagear Zeca Afonso: quando se assinalam os 50 anos do álbum ‘Cantigas do Maio’, os artistas foram desafiados a integrar nos seus espetáculos uma música ou faixa deste disco. Tim, Paulo de Carvalho, Dino D’Santiago, HMB ou Lena D'Água são alguns dos artistas nacionais que vão atuar no recinto do Seixal até domingo.
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