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Correio da Manhã

Política
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Líder do CDS-PP diz que Ministério da Defesa "ficaria muito bem entregue" ao seu partido

Francisco Rodrigues dos Santos ressalvou que não coloca "como objetivo ser ministro da Defesa".
Lusa 20 de Janeiro de 2022 às 15:51
Francisco Rodrigues dos Santos
Francisco Rodrigues dos Santos
O presidente do CDS-PP defendeu esta quinta-feira que o Ministério da Defesa Nacional "ficaria muito bem entregue" ao partido, mas ressalvou que não é um objetivo seu ser ministro porque não quer "o poder pelo poder".

"Acredito que o CDS, sendo um partido histórico da nossa democracia e que já tutelou a pasta da Defesa Nacional, ficaria muito bem entregue ao CDS novamente a liderança desta pasta num futuro governo de Portugal", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos aos jornalistas em Leiria, à margem de uma iniciativa de campanha.

Rodrigues dos Santos ressalvou que não coloca "como objetivo ser ministro da Defesa", apesar de esta ser a sua "pasta de eleição" pela "tradição de formação de valores e pelo conhecimento" que diz ter "dentro dessa área".

"O que me move a mim como presidente do CDS não é ser ministro, não é o CDS estar no Governo, não é o poder pelo poder como um fim em si mesmo, é o CDS ter a capacidade de influenciar políticas públicas em Portugal", salientou.

Questionado se a sua formação no Colégio Militar é suficiente para assumir a pasta, respondeu que "não chega, mas ajuda" e destacou que é "filho e sobrinho de oficiais do Exército", conhece "amplamente a instituição militar, os seus valores, a sua organização".

E indicou também que no compromisso eleitoral que apresenta às eleições legislativas de 30 de janeiro, o CDS tem "propostas concretas para reformar as Forças Armadas".

Sobre seguir as pisadas de Paulo Portas, que foi ministro da Defesa nos governos liderados por Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, Francisco Rodrigues dos Santos disse ter admiração pelo antigo líder do CDS-PP e que seguir-lhe ao passos será "um elogio" e algo que vê "com regozijo e com entusiasmo".

E destacou que também Adelino Amaro da Costa "foi o primeiro civil a ocupar a pasta de ministro da Defesa", considerando que isso demonstra que o CDS "já tem pergaminhos nesta área, como continua a ser uma prioridade no âmbito das políticas de compromisso nacional e de serviço à pátria".

"O que eu acho fundamental é que o espaço do centro-direita consiga ter uma nova maioria no parlamento e é para isso que eu vou trabalhar, e mais à frente naturalmente gostava de estabelecer compromissos que permitissem libertar o país do Partido Socialista, que não houvesse nenhum bloco central e que pudéssemos virar a página da estagnação económica e do atraso social, defendeu o presidente do PSD.

E adiantou que, se CDS e PSD chegarem a um entendimento, haverá "um acordo de quadro que verterá matérias que são fundamentais, onde se inscreve a Defesa Nacional".

O presidente do PSD não excluiu hoje que, num eventual Governo de centro-direita, a pasta da Defesa possa ser atribuída ao CDS-PP, como defendeu Francisco Rodrigues dos Santos.

No final de uma ação de rua em Bragança, Rui Rio foi questionado sobre o desejo do líder do CDS-PP, hoje reafirmado no debate, de que o partido pudesse voltar a ter a pasta da Defesa, Rio não excluiu essa hipótese.

"É uma questão de se ver, não seria a primeira vez que o CDS tinha o Ministério da Defesa, como sabemos", afirmou.

Rio reiterou que, vencendo as eleições sem maioria, começaria a negociar primeiro com o CDS, parceiro "tradicional", e depois com a IL, "um partido novo e que pode vir a ter ou não uma representação parlamentar significativa".

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