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Correio da Manhã

Política
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Mais um mês de trabalho para reforma sem penalizações em 2022

Mortalidade causada pela pandemia não foi suficiente para inverter esta nova subida.
Wilson Ledo 11 de Março de 2021 às 08:31
Evolução da esperança média de vida antes da pandemia levará trabalhadores a terem de esperar mais um mês  em 2022
Evolução da esperança média de vida antes da pandemia levará trabalhadores a terem de esperar mais um mês em 2022 FOTO: Luís Guerreiro
Os portugueses vão ter de trabalhar mais um mês em 2022 para aceder à reforma sem penalizações. "A idade normal de acesso à pensão em 2022 é de 66 anos e sete meses", confirmou esta quarta-feira o Governo numa portaria publicada em Diário da República.

A idade de acesso à reforma é calculada com base na esperança média de vida aos 65 anos. Em novembro, o Instituto Nacional de Estatística dava conta de que o indicador tinha subido. Assim, ao atingir esta idade, os portugueses vivem em média mais 19,69 anos.

O impacto da pandemia em 2020 não foi suficiente para contrariar as evoluções positivas sentidas nos anos anteriores, uma vez que o cálculo da esperança média de vida assenta na média dos três últimos anos em que estão disponíveis dados. Só em 2023 é que a maior mortalidade causada pela pandemia, seja por infeções por Covid-19 ou pelo tratamento adiado a outras doenças, poderá contribuir para inverter, pela primeira vez, a tendência de subida na idade de acesso à reforma. Vários especialistas, incluindo o diretor do Centro Nacional de Pensões, têm admitido este cenário.

Como avançou o CM esta semana, o Governo estará disponível para acompanhar a evolução da esperança média de vida e reduzir a idade de acesso em 2023, aplicando a fórmula prevista na lei.

Corte para antecipar ficará nos 15,5%
À exceção das longas carreiras contributivas, quem quiser aposentar-se antes da idade legal terá de enfrentar um corte mais acentuado já neste ano. O novo cálculo define um corte de 15,5% às reformas antecipadas, mais três décimas. Além do fator de sustentabilidade, estes trabalhadores enfrentam uma penalização de 0,5% por cada mês antecipado face à idade legal. Como a portaria produz efeitos a 1 de janeiro, as pensões que já foram atribuídas neste ano também irão refletir estas alterações.
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