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Correio da Manhã

Política

Maria José Nogueira Pinto morre aos 59 anos

"Sou bastante crítica, no sentido em que digo aquilo que penso, porque só assim somos úteis." A frase foi proferida por Maria José Nogueira Pinto e define bem a personalidade da deputada que ontem perdeu a luta contra um cancro e morreu aos 59 anos.
7 de Julho de 2011 às 00:30
Ascensão de Paulo Portas nos centristas não foi do agrado de Maria José, que disputou a liderança do partido com o actual ministro dos Negócios Estrangeiros em 1998
Campanha pelo 'não' no referendo à nova lei da interrupção voluntária da gravidez foi abraçada por Nogueira Pinto
Vitória do centro-direita levou a que Maria José Nogueira Pinto passasse a provedora da Santa Casa Misericórdia de Lisboa em 2003
Em Abril, já visivelmente doente, assistiu ao lançamento do livro de Alberta Marques Fernandes sobre as primeiras-damas de Portugal
Mandato à frente da instituição de solidariedade social não impediu Maria José Nogueira Pinto de permanecer activa na política partidária
Afastou-se definitivamente do CDS em 2007, acusando o deputado Hélder Amaral de a ter agredido
Convidada por Manuel Monteiro a integrar as listas do CDS como independente, Maria José Nogueira Pinto foi eleita deputada e acabou por filiar-se
Nas duas últimas eleições legislativas foi eleita deputada pelo PSD
Foi subsecretária de Estado da Cultura em 1992, no último governo de Cavaco Silva, mas abandonou funções ao chocar com o secretário de Estado Pedro Santana Lopes
A subida de José Ribeiro e Castro à liderança do CDS-PP levou-a a ser a candidata do partido à presidência da Câmara de Lisboa em 2005
A jornalista Maria João Avillez, sua irmã mais velha, entrevistou-a diversas vezes
Casada com Jaime Nogueira Pinto, Maria José foi uma das maiores apoiantes da UNITA e de Jonas Savimbi em Portugal
Maria José foi eleita vereadora e chegou a acordo com Carmona Rodrigues, vencedor das autárquicas em Lisboa
Casada com Jaime Nogueira Pinto, passou longos anos em Angola, de onde fugiu para a África do Sul após a independência do país
Foi uma das figuras que expressaram apoio à segunda candidatura presidencial de Cavaco Silva que, ao contrário da primeira, levaria o ex-primeiro-ministro ao Palácio de Belém
Maria José Nogueira Pinto dedicou a maior parte da sua vida ao exercício de cargos em instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Ascensão de Paulo Portas nos centristas não foi do agrado de Maria José, que disputou a liderança do partido com o actual ministro dos Negócios Estrangeiros em 1998
Campanha pelo 'não' no referendo à nova lei da interrupção voluntária da gravidez foi abraçada por Nogueira Pinto
Vitória do centro-direita levou a que Maria José Nogueira Pinto passasse a provedora da Santa Casa Misericórdia de Lisboa em 2003
Em Abril, já visivelmente doente, assistiu ao lançamento do livro de Alberta Marques Fernandes sobre as primeiras-damas de Portugal
Mandato à frente da instituição de solidariedade social não impediu Maria José Nogueira Pinto de permanecer activa na política partidária
Afastou-se definitivamente do CDS em 2007, acusando o deputado Hélder Amaral de a ter agredido
Convidada por Manuel Monteiro a integrar as listas do CDS como independente, Maria José Nogueira Pinto foi eleita deputada e acabou por filiar-se
Nas duas últimas eleições legislativas foi eleita deputada pelo PSD
Foi subsecretária de Estado da Cultura em 1992, no último governo de Cavaco Silva, mas abandonou funções ao chocar com o secretário de Estado Pedro Santana Lopes
A subida de José Ribeiro e Castro à liderança do CDS-PP levou-a a ser a candidata do partido à presidência da Câmara de Lisboa em 2005
A jornalista Maria João Avillez, sua irmã mais velha, entrevistou-a diversas vezes
Casada com Jaime Nogueira Pinto, Maria José foi uma das maiores apoiantes da UNITA e de Jonas Savimbi em Portugal
Maria José foi eleita vereadora e chegou a acordo com Carmona Rodrigues, vencedor das autárquicas em Lisboa
Casada com Jaime Nogueira Pinto, passou longos anos em Angola, de onde fugiu para a África do Sul após a independência do país
Foi uma das figuras que expressaram apoio à segunda candidatura presidencial de Cavaco Silva que, ao contrário da primeira, levaria o ex-primeiro-ministro ao Palácio de Belém
Maria José Nogueira Pinto dedicou a maior parte da sua vida ao exercício de cargos em instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Ascensão de Paulo Portas nos centristas não foi do agrado de Maria José, que disputou a liderança do partido com o actual ministro dos Negócios Estrangeiros em 1998
Campanha pelo 'não' no referendo à nova lei da interrupção voluntária da gravidez foi abraçada por Nogueira Pinto
Vitória do centro-direita levou a que Maria José Nogueira Pinto passasse a provedora da Santa Casa Misericórdia de Lisboa em 2003
Em Abril, já visivelmente doente, assistiu ao lançamento do livro de Alberta Marques Fernandes sobre as primeiras-damas de Portugal
Mandato à frente da instituição de solidariedade social não impediu Maria José Nogueira Pinto de permanecer activa na política partidária
Afastou-se definitivamente do CDS em 2007, acusando o deputado Hélder Amaral de a ter agredido
Convidada por Manuel Monteiro a integrar as listas do CDS como independente, Maria José Nogueira Pinto foi eleita deputada e acabou por filiar-se
Nas duas últimas eleições legislativas foi eleita deputada pelo PSD
Foi subsecretária de Estado da Cultura em 1992, no último governo de Cavaco Silva, mas abandonou funções ao chocar com o secretário de Estado Pedro Santana Lopes
A subida de José Ribeiro e Castro à liderança do CDS-PP levou-a a ser a candidata do partido à presidência da Câmara de Lisboa em 2005
A jornalista Maria João Avillez, sua irmã mais velha, entrevistou-a diversas vezes
Casada com Jaime Nogueira Pinto, Maria José foi uma das maiores apoiantes da UNITA e de Jonas Savimbi em Portugal
Maria José foi eleita vereadora e chegou a acordo com Carmona Rodrigues, vencedor das autárquicas em Lisboa
Casada com Jaime Nogueira Pinto, passou longos anos em Angola, de onde fugiu para a África do Sul após a independência do país
Foi uma das figuras que expressaram apoio à segunda candidatura presidencial de Cavaco Silva que, ao contrário da primeira, levaria o ex-primeiro-ministro ao Palácio de Belém
Maria José Nogueira Pinto dedicou a maior parte da sua vida ao exercício de cargos em instituições como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Maria José Pinto da Cunha Avillez Nogueira Pinto, ou ‘Zezinha', como também era conhecida, dedicou a vida à família e à causa pública. É extensa a lista de cargos que ocupou, desde provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a directora da Maternidade Alfredo da Costa, de vice-presidente do Instituto Português de Cinema a subsecretária de Estado da Cultura. Foi ainda consultora da Fundação Calouste Gulbenkian e vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, onde ocupou a pasta da Habitação Social entre 2005 e 2007.

Reeleita como deputada independente do PSD nas eleições de 5 de Junho, Maria José manteve-se activa até ao último momento. Ex--líder parlamentar do CDS, partido a que aderiu em 1996, foi deputada por Lisboa na liderança social-democrata de Manuela Ferreira Leite, a quem já antes tinha declarado o seu apoio. Visivelmente debilitada, ainda votou na sessão parlamentar de 21 de Junho, quando foi eleita a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

Para trás ficaram anos de empenho político, que começou pelas mãos do actual Presidente da República, de quem foi subsecretária de Estado da Cultura, em 1991, quando Cavaco Silva era primeiro--ministro. A carreira no CDS ficou marcada por confrontos e reconciliações com Paulo Portas, com quem em 1996 disputou a liderança do partido. É desse tempo a célebre frase que dirige a António Lobo Xavier: "Você sabe que eu sei que você sabe que eu sei..."

O cortejo fúnebre parte hoje à tarde de Lisboa, após uma missa às 14h00 na sua residência, no Campo Grande, para a aldeia de A dos Negros, em Óbidos, onde se realizará o funeral, pelas 18h00.

"PORTUGAL PERDE PERSONALIDADE MARCANTE"

"Portugal perdeu hoje uma personalidade de invulgar dimensão humana", escreveu ontem o Presidente numa mensagem enviada à família de Maria José Nogueira Pinto. "As suas intervenções como cidadã, como intelectual e jurista, como governante, deputada e dirigente política, caracterizavam-se pelo vigor da inteligência e pelo rigor da independência", acrescenta Cavaco Silva, que destaca a "personalidade marcante na vida pública portuguesa".

CASADA HÁ 39 ANOS COM JAIME NOGUEIRA PINTO

Maria José Pinto da Cunha Avillez Nogueira Pinto nasceu a 23 de Março de 1952 e foi casada durante 39 anos com o empresário e escritor Jaime Nogueira Pinto, com quem teve três filhos: Eduardo, de 38 anos, Catarina, de 35, e Teresa, de 27. Foi deputada entre 1995 e 1999, eleita pelo CDS - e depois entre 2009 até ontem, pelo PSD.

Ainda na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias da Assembleia.

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