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Correio da Manhã

Política
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Medina espera que "quem tenha prevaricado" na Câmara de Lisboa seja sancionado pela Justiça

Inquérito levou à detenção de três homens por suspeitas de corrupção.
Lusa 24 de Maio de 2022 às 15:20
Fernando Medina
Fernando Medina
O ministro das Finanças e ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, disse, esta terça-feira, esperar que "quem tenha prevaricado" seja sancionado pela Justiça, ao comentar a detenção de dois fiscais municipais suspeitos de corrupção.

Questionado, em Bruxelas, sobre o inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa que levou esta terça-feira à detenção de três homens por suspeitas de corrupção, dois deles fiscais da Divisão de Fiscalização da CML, Medina disse que viu "a notícia dessa ação" e que espera "que ela se desenvolva no cumprimento que permita apurar a verdade, e que quem tenha prevaricado relativamente ao exercício de funções publicas que sofra a sanção adequada que a lei prevê".

"Mas gostava de ser muito claro sobre isso: isso não envolve nenhum membro do executivo camarário. Espero naturalmente que a Justiça cumpra o seu papel com eficácia e que a Polícia Judiciária o faça com eficácia", prosseguiu o atual ministro das Finanças, que dirigiu a CML até setembro do ano passado.

Questionado sobre se, durante a sua gestão, alguma vez teve conhecimento de problemas de corrupção na Divisão de Fiscalização, o antigo presidente da Câmara respondeu negativamente de forma perentória.

"Naturalmente que não tive [conhecimento], porque senão teria relatado", disse.

A Polícia Judiciária (PJ) explicou em comunicado que procedeu às detenções depois de seguir um "encontro previamente agendado" entre os dois fiscais da Divisão de Fiscalização da autarquia de Lisboa e um "cidadão proprietário de uma obra em curso na cidade de Lisboa".

O inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa levou à emissão de mandados para buscas domiciliárias e também nos postos de trabalho dos dois funcionários municipais, na Câmara.

A polícia apreendeu "prova relevante" e "elevadas quantias" de dinheiro.

Os três detidos estão a aguardar um primeiro interrogatório no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.

Em reação a esta operação, a CML afirmou que a transparência e o combate à corrupção são "uma prioridade central" no trabalho da autarquia.

"Para o atual executivo, a transparência e o combate à corrupção são uma prioridade central no trabalho que é desenvolvido diariamente na Câmara Municipal de Lisboa", pode ler-se numa curta nota enviada à Lusa.

Carlos Moedas venceu as eleições autárquicas em setembro passado pela coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa sem maioria absoluta.

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