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Correio da Manhã

Política
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Moção do BE rejeita coligações com a direita e o PS nas próximas eleições autárquicas

Nas últimas eleições autárquicas, em outubro de 2017, o BE teve um aumento expressivo de votos.
Lusa 12 de Fevereiro de 2021 às 07:38
Catarina Martins
Catarina Martins FOTO: CMTV
A moção que a liderança do BE leva à convenção rejeita qualquer coligação "com os partidos de direita e com o PS" nas próximas eleições autárquicas, mas assume a disponibilidade dos bloquistas "para todas as responsabilidades" nos municípios e freguesias.

As eleições autárquicas deste ano são um dos pontos do texto com os tópicos para a moção A, ao qual à agência Lusa teve acesso e que é subscrito pela coordenadora bloquista, Catarina Martins, pelo líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, e pela eurodeputada e ex-candidata presidencial, Marisa Matias.

A XII Convenção Nacional do BE está agendada 22 e 23 de maio, no distrito do Porto, depois de um primeiro adiamento devido à pandemia.

"O Bloco tem como objetivo o aumento e rejuvenescimento da sua representação nos municípios e freguesias. O Bloco apresenta listas próprias, abertas à participação de candidatos independentes e não realizará coligações com os partidos de direita e com o Partido Socialista", propõe.

De acordo com o texto, os bloquistas ponderam a renovação de coligações ou o apoio a movimentos de cidadãos cujo balanço feito seja positivo.

"Em cada executivo, o Bloco está disponível para todas as responsabilidades, contribuindo para a formação de maiorias que, excluindo os partidos de direita, assentem em compromissos sobre medidas fundamentais", assegura.

Assim, o BE estabelece o objetivo de ser alternativa também nas autarquias no texto com os tópicos para moção que a atual liderança vai levar à reunião magna do partido, no qual são feitas várias críticas ao Governo e ao PS.

Nas últimas eleições autárquicas, em outubro de 2017, o BE teve um aumento expressivo de votos, conseguiu recuperar um vereador em Lisboa e eleger mandatos para autarquias inéditas, mas falhou a conquista de uma câmara, objetivo que havia sido traçado por Catarina Martins, ficando-se pelos 3,29% dos votos na contagem para as câmaras municipais.

De acordo com a lei eleitoral para os órgãos das autarquias locais, estas eleições são marcadas "por decreto do Governo com, pelo menos, 80 dias de antecedência" e realizam-se "entre os dias 22 de setembro e 14 de outubro do ano correspondente ao termo do mandato".

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